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MOBILIZAÇÃO DISTRITAL: Dia D para atualizar caderneta de vacinação distribui 16,3 mil doses na Grande Brasília

Campanha vai até 22 de setembro. Foco é garantir a proteção de crianças e adolescentes de até 15 anos; todas as imunizações têm estoque regularizado.

No Dia de Mobilização Nacional para a atualização da caderneta de vacinas, realizado neste sábado (16) em todo o país, foram aplicadas 16,3 mil doses nas 113 salas do Distrito Federal.

 

Ao todo, a Secretaria de Saúde contabilizou 26,3 mil imunizações desde segunda-feira (11), quando a campanha foi iniciada.

O foco é garantir a proteção de crianças e adolescentes de até 15 anos.

 

Segundo a Secretaria de Saúde do GDF, os interessados que não conseguiram comparecer neste sábado poderão se dirigir aos postos de saúde até 22 de setembro. O funcionamento das unidades nos dias úteis será das 8h às 17h, sem intervalo.

Um levantamento do Ministério da Saúde apontou que 53% das crianças e adolescentes de até 15 anos estão com as cadernetas desatualizadas. Além disso, revelou que a cobertura vacinal de 2016 foi a menor nos últimos dez anos.


Todas as vacinas consideradas “obrigatórias” pelo calendário da Sociedade Brasileira de Imunizações são ofertadas – à exceção da de gripe, que tem campanha sempre nos meses de abril e maio.

 

Alarmes

 

O Ministério da Saúde disse que tem como preocupação a retomada de casos de difteria e sarampo, que já têm registros em outros países. Em 2017, informou Adeilson Loureiro Cavalcante, secretário de Vigilância em Saúde, houve mortes por sarampo na Alemanha, Portugal, França, Itália, Bulgária e Romênia. Além disso, houve 324 notificações de difteria e oito casos de sarampo na Venezuela.


"Quando a gente olha para o mundo inteiro e vê que em países ricos ainda há casos de doenças que poderiam ter sido erradicadas, como sarampo, e também em vizinhos, [vemos a gravidade da situação]", disse Jurandi Frutuoso, secretário-executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

 

Por que a cobertura está mais baixa?

 

Segundo Jurandi Frutuoso, informações divulgadas nas redes têm contribuição na baixa cobertura. "Eu me preocupo com o que está havendo aqui. [...] É preocupante o quadro. Você tem uma tendência de redução da cobertura vacinal por vários motivos. Entre eles, campanhas na internet de que vacinar não é bom", completou.


Um outro ponto destacado por Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, é que as vacinas podem ter sido vítimas do seu próprio sucesso. "Elas [as vacinas] fazem desaparecer doenças. O público entende que não tem mais sarampo, rubéola, difteria e acha que não tem mais sentido se vacinar contra", diz.

"Isso é um grande equívoco porque as doenças 'sumiram' justamente por causa da vacinação. Se a gente descuidar, a gente corre um risco de voltar a tê-las."

No entanto, apesar do Brasil vivenciar as menores taxas da última década, aponta Kfouri, as coberturas vacinais brasileiras ainda são altas em relação ao restante do mundo. "Temos um programa reconhecido como um dos melhores não só pela quantidade que ofertamos, mas pelo quanto atingimos", explica.

 

Mudanças no calendário vacinal

 

O Ministério da Saúde alerta para as alterações na imunização de crianças e adolescentes. No caso da vacina meningocócica C (conjugada), por exemplo, as doses devem ser aplicadas aos três e cinco meses de vida, com reforço aos 12 meses. Agora, esse reforço pode ser administrado até os 4 anos de idade.

No caso da Pneumocócica 10 valente, as doses devem ser dadas aos dois e quatro meses de vida -- anteriormente, havia previsão de uma terceira dose no sexto mês. O reforço ocorre aos 12 meses e pode ser feito até os 4 anos de idade.

Já a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) passou a ser feita em duas doses, em vez de três. E, no caso da febre amarela, a dose é única -- anteriormente, eram duas, com intervalo de dez anos.

 

Saiba mais sobre os imunizantes disponíveis:

 

•BCG - A imunização contra a tuberculose é oferecida ao nascer, mas ela também está disponível a crianças de até cinco anos que não tomaram a vacina.

•Hepatite B - O imunizante é administrado no nascimento. Crianças não vacinadas, no entanto, podem tomar a vacina até um mês de idade.

•HPV - A vacina contra o papiloma vírus humano é administrada nas meninas de nove anos e nas adolescentes de 10 a 14 anos. Já nos meninos, o imunizante é administrado em adolescentes de 11 a 14 anos. São administradas duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.

•Penta - A vacina une a tetravalente (contra a difteria, tétano, coqueluche e meningite) com a imunização contra a hepatite B. É oferecida a crianças entre 2 meses e 7 anos em três doses (com intervalo de dois meses entre cada uma).

•VIP - A Vacina Inativada da Poliomielite (VIP) é oferecida a crianças entre 2 meses e cinco anos. Cada criança toma três doses da vacina (com intervalo de dois meses entre cada dose).

•VOPb - A Vacina Oral da Poliomielite Bivalente é oferecida a crianças entre 2 meses e cinco anos de idade. Cada criança toma três doses da vacina (com intervalo de dois meses entre cada dose).

•Rotavírus humano - Podem receber a vacina crianças com idade a partir de um mês e 15 dias. Cada criança recebe duas doses (com intervalo de dois meses entre cada uma).

•Pneumocócica 10 valente - A vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10) previne cerca de 70% das doenças graves (pneumonia, meningite, otite) em crianças, causadas por dez sorotipos de pneumococos, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações. Crianças a partir dos dois meses de idade devem receber duas doses desta vacina com intervalo de 60 dias entre elas e uma dose de reforço, preferencialmente aos 12 meses de idade.

•Meningocócica C conjugada - A vacina protege contra doenças causadas pelo meningococo C (como a meningite). Crianças a partir dos três meses de idade devem receber duas doses desta vacina com intervalo de 60 dias entre elas e uma dose de reforço, preferencialmente aos 12 meses de idade.

•Febre amarela - A vacina é oferecida a crianças a partir de nove meses de idade, residentes ou viajantes nas áreas com recomendação de vacinação.

•Tríplice viral - A vacina contra sarampo, caxumba e rubéola é oferecida a crianças a partir dos 12 meses de idade. Já a segunda dose, é administrada aos 15 meses de idade.

•Tetra viral ou tríplice viral + varicela (atenuada) - As crianças devem receber uma dose da vacina tetra viral entre 15 meses e quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias), desde que já tenham recebido a 1ª dose da vacina tríplice viral.

•DTP - A vacina tríplice bacteriana previne difteria, tétano e coqueluche e é administrada em duas doses: a primeira, aos 15 meses; e a segunda, aos 4 anos.

•Hepatite A - Crianças de 15 meses a 23 meses de idade devem receber uma dose dessa vacina.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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