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GREVE DE RODOVIÁRIOS À VISTA: Categoria e empresas de ônibus não chegaram a acordo, novamente, nesta 2a. feira

Reunião, no Tribunal Regional do Trabalho, terminou em novo impasse

A tentativa final de negociação entre rodoviários e empresas de ônibus que atuam no Distrito Federal, nesta segunda-feira (18/9), terminou sem acordo.

 

Com o fim da fase de conciliação no processo sobre o reajuste salarial reivindicado pelo trabalhadores, que tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10), a expectativa é de greve.

O diretor financeiro do Sindicato dos Rodoviários do DF, João Osório, confirmou ao Metropoles a chance de paralisação. “A possibilidade de greve é real”, avaliou. Ele contou que os representantes da categoria vão se reunir nesta terça (19), para decidir se haverá greve, e lamentou as tentativas frustradas de conciliação. “Não temos mais expectativa de negociar. Mas estamos abertos ao diálogo”, destacou.


Na reunião desta segunda — a quinta realizada como tentativa de resolver o impasse —, o sindicato e a Associação das Empresas de Transporte Público e Coletivo do DF (Transit) debateram a última proposta apresentada pela desembargadora Maria Regina Machado Guimarães.

 

O acordo prevê 4,75% de reajuste salarial, 5% de aumento no tíquete-alimentação, 5,5% na cesta básica, 13,55% no plano de saúde e 13,55% no plano odontológico.

 

A proposta foi apresentada em audiência na sexta (15). Os trabalhadores reivindicam reajuste com ganho real sobre a inflação, além de aumento no valor de tíquete-alimentação, cesta básica, plano de saúde e plano odontológico.

As empresas, no entanto, alegam não ter condições de arcar com aumento superior ao percentual de reposição da inflação, já concedido à categoria em julho.

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A desembargadora abriu prazo de 48 horas para que o sindicato dos rodoviários apresente sua defesa nos processos referentes às empresas — Consórcio HP-Ita, Auto Viação Marechal, Viação Pioneira, Viação Piracicabana e Expresso São José.

Já os empregadores devem se manifestar, também em 48 horas, sobre pedido feito pelos trabalhadores de reconsideração da liminar concedida pela desembargadora em 28 de agosto, que determinava os percentuais de circulação de veículos durante a paralisação ocorrida naquele dia.


A partir de agora, o Ministério Público do Trabalho deve emitir parecer. Em seguida, um novo desembargador relator passará a conduzir o processo até julgamento pela 1ª Seção Especializada do tribunal. Isso não impede que, durante a tramitação do processo, as partes mantenham as negociações. Porém, sem mediação do TRT10.

 

Fonte: *Por:Douglas Carvalho/Metropole/Clipping

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