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PROCEDIMENTO CIRÚRGICO: Mutirão de vasectomia vai reduzir fila de espera de São Sebastião, Paranoá e Itapoã

Parceria entre HUB e Secretaria de Saúde atenderá 50 pacientes até amanhã (22) Comentar

Começou nesta quarta (20) e vai até amanhã (22), o multirão do Hospital Unviersitário de Brasília (HUB) que vai atender 50 pacientes da Região de Saúde Leste (Itapoã, Paranoá e São Sebastião), que aguardam por uma cirurgia de vasectomia, procedimento cirúrgico de esterilização masculina.

O mutirão faz parte de uma parceria entre o hospital e a Secretaria de Saúde. 

De acordo com o gerente de Regulação da Região Leste, João Bosco de Medeiros Dantas, a lista de espera naquela localidade chega a 120 pacientes.

 

Para o mutirão, a escolha levou em conta a ordem de entrada na fila. O HUB organizou toda a estrutura necessária para atender à demanda. São três salas de cirurgia ambulatorial disponíveis e pelo menos 20 profissionais envolvidos, entre técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos do HUB e do Hospital da Região Leste (HRL), estudantes de graduação e médicos residentes.

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O urologista e chefe da Unidade de Transplantes do HUB, Rômulo Maroccolo, explica que a intervenção é simples e rápida, ao contrário da laqueadura, procedimento de esterilização da mulher que exige mais tempo de recuperação e está sujeito a mais riscos. Com anestesia local, a vasectomia é realizada em aproximadamente 30 minutos e o paciente tem alta em seguida. "É o método de planejamento familiar mais utilizado no mundo inteiro", diz ele.

O paciente atendido no mutirão já sai do hospital com o espermograma agendado para depois de dois meses. O exame, realizado no HUB, confirma o resultado da vasectomia. Além disso, ele recebe todas as orientações para agendar o retorno com um urologista do HRL, que passará a acompanhá-lo periodicamente ou o encaminhará ao Programa Saúde da Família, na própria Região Leste. "Os pacientes voltam a ser acompanhados pelo Hospital da Região Leste, testando o relacionamento entre as instituições e mostrando que a rede pode trabalhar integrada", avalia Rômulo.

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Essa parceria entre o HUB e a Secretaria de Saúde integra as atividades que estão sendo definidas na linha de cuidado em Saúde do Homem, que também conta com a participação do Ministério da Saúde e da Universidade de Brasília (UnB). O projeto visa organizar um fluxo de atendimento que permita ao paciente ter suas necessidades atendidas em qualquer nível de complexidade assistencial, o que pressupõe um trabalho de regulação interna e de regulação entre as instituições.


"Vários pacientes fazem o atendimento especializado no HUB e depois precisam retornar para as regiões de saúde de origem, um fluxo de grande dificuldade, mas que dá mais agilidade e acesso ao atendimento especializado. O mais importante é fazer com que esse fluxo seja o mais tranquilo possível para que o paciente não se perca na rede de saúde", declara a chefe interina da Divisão de Gestão do Cuidado, Micheline Meiners.

 

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