compartilhar

PROVIDÊNCIAS: Secretaria de Saúde investiga 777 servidores por supostas fraudes

Desde 2011, GDF investiga 483 médicos, 224 auxiliares e 70 enfermeiros. Corregedoria da pasta recomendou ao governo a demissão de 25 médicos.

O governo do Distrito Federal investiga 777 servidores da Secretaria de Saúde por infrações como fraudes no ponto eletrônico, erro médico e assédio sexual.

 

Dentre os investigados estão 483 médicos, 224 auxiliares de enfermagem e 70 enfermeiros.


A corregedoria da secretaria recomendou ao governador Rodrigo Rollemberg a demissão de 25 médicos.

A maioria dos profissionais não comparecia ao trabalho. Um dos médicos investigados ficou ausente por 172 dias seguidos sem cumprir o ponto.


O governo do Distrito Federal admitiu que não tem funcionários e médicos suficientes nos hospitais e centros de saúde. Segundo o GDF, os problemas enfrentados pelos pacientes da rede pública de saúde também são causados pela “má conduta” de alguns profissionais.


A maior parte dos processos entregues pela corregedoria é de fraude no registro de ponto eletrônico, burla às escalas e descumprimento da carga horária. A corregedoria encontrou  problemas no Hran, no Hospital de Base e no Hospital de Ceilândia.

Essas situações afetam a população. O pintor Marcos Pereira da Silva levou a sogra a diversos hospitais desde que ela bateu a cabeça. Somente nesta sexta um médico pediu exames. “Não tem atendimento rápido, na saúde pública do Distrito Federal não existe. Quando a gente consegue é um milagre.”


Em dezembro de 2015 a reportagem da TV Globo mostrou problemas na escala de médicos do hospital Regional de Taguatinga. Em apenas uma madrugada, faltaram dois ortopedistas, um ginecologista e um anestesista.


De acordo com a corregedoria da Secretaria de Saúde, as chefias dos centros de saúde também vão ser investigadas.



"Ele [o chefe] tem o dever de fazer com que seu servidor imediato cumpra aquela escala à qual ele foi designado. A corregedoria está avaliando o porquê da omissão da chefia imediata", afirmou o corregedor da pasta, Rogério Batista.

 

Fonte: *G1 - Clipping

COMENTÁRIOS