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"CHIADEIRA": Aprovação de novas regras para previdência do servidor recebe críticas de sindicatos

As novas regras para a previdência dos servidores públicos distritais da capital federal geram “insegurança”. Essa a opinião dos dirigentes de sindicatos que representam servidores do Governo do Distrito Federal.

As críticas ao projeto de lei aprovado pela Câmara Legislativa que prevê a unificação dos fundos de contribuição, a implementação do fundo complementar e a criação do Fundo Solidário Garantidor são muitas.

Os sindicatos criticam a falta de debate, dizem que os recursos do fundo se esgotarão em poucos anos e que o parcelamento de salários “foi uma ameaça para forçar a aprovação do projeto”.

“Esse substitutivo vai resolver um problema financeiro agora, mas, em no máximo 3 anos, o problema vai voltar e bem maior porque o governo já vai ter usado todo o recurso desse fundo. Todos os servidores vão ficar sujeitos a não receber aposentadoria por conta desse projeto”. Essa é a opinião do diretor do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Samuel Fernandes. Ele reclama que que o texto aprovado não teve a devida discussão na Câmara. “É uma insegurança porque o governador quis resolver um problema da gestão dele sem pensar no futuro”, dispara Fernandes.


Ele também acredita que a ameça de parcelamento de salários foi um artifício para forçar a aprovação. “Se não pagar em dia, nada mais é do que falta de planejamento”, declara.

Outro que fez duras críticas é o presidente do Sindicato dos Médicos (SindMédico), Gutemberg Fialho (foto). Para o sindicalista, mexer na previdência não resolve o problema de forma definitiva e que em ocasiões anteriores de saque do Iprev as garantias não se materializaram. “As novas regras melhoram o sistema estrutural do governo agora, mas não dá segurança que esse Fundo Garantidor vai ser realizado. O governo devia ter resolvido de outra forma, ele sempre procura o caminho mais fácil.”


Resultado de imagem para rollembergO governador Rodrigo Rollemberg rabete as críticas e comemora a aprovação. Para ele,  “todos ganham” com a nova previdência. Ele afirmou que vai avaliar apenas as emendas acrescentadas “de última hora”, mas a base do texto aprovado será sancionada na íntegra.

Segundo o governador, foi é uma grande vitória. “Importante para o GDF porque vai dar tranquilidade e segurança jurídica aos servidores, além de garantir o pagamento dos salários. No essencial o texto será sancionado”, disse.

 

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