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OPERAÇÃO KRIPTACOIN: Polícia Civil de Brasilia apreende Ferrari de R$ 1,3 milhão em Goiânia. VEJA VÍDEO

Carro de luxo era usado para impressionar e atrair futuros investidores da moeda virtual. MP-DF quer utilizar o carro para ressarcir cliente

Uma Ferrari 458 Itália avaliada em R$ 1,3 milhão foi apreendida nesta sexta-feira (29/9) pela Polícia Civil. 

O carro estava em uma concessionária de Goiânia anunciada para venda.

O veículo de luxo era usado pelos irmãos Weverton Marinho e Welbert Richard, presos na Operação Patrick, para promover a marca da moeda digital Kriptacoin.


O dono da concessionária prestou depoimento aos policiais e concordou em entregar o automóvel. A Ferrari chegou no Departamento de Polícia Especializada (DPE) por volta das 16h, em um caminhão.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Hildegarde Melo (veja abaixo), que atuava como motorista de um aplicativo antes de entrar no negócio e acabou preso, mostra a Ferrari de Weverton, que foi apreendida nesta sexta.

Os estelionatários não pagavam o IPVA do automóvel. O débito chega a R$ 34 mil.

Os irmãos Marinho viviam rodeados por carros importados, roupas de marcas famosas e joias caras.

A boa apresentação fazia parte do papel de homens bem-sucedidos. A intenção era impressionar e chamar atenção para o que os “financiadores” poderiam conseguir se investissem na empresa deles.

 

Audi R8, Porsche Panamera, Ferrari 458 Italia, jatinho particular e um helicóptero integravam o arsenal montado pelo grupo. Parte dos carros ficava em Goiânia, onde os encontros com os diretores da empresa eram realizados.

 

A buscas da polícia continuam. Os investigadores seguem tentado localizar outros automóveis da organização criminosa. Os veículos apreendidos, assim como dinheiro, joias e imóveis poderão ser usados para ressarcir as vítimas do esquema. Investidores já acionaram a Justiça para reaver o dinheiro aplicado na moeda falsa.

“Ferrari, Ferrari, Ferrari”

O Metropoles apurou, entretanto, que os veículos estão em nome de terceiros e de concessionárias.  A operação desencadeada na última semana pela Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor e Fraudes (CoRF), em parceria com a Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos do Consumidor (Prodecon), também colocou em alerta donos de concessionárias que fizeram negócios com o grupo preso.


Alguns empresários chegaram a enviar representantes a Brasília para tentar localizar os veículos que ainda estavam sendo pagos pelos irmãos. Entre eles, uma Ferrari F430 Spider e um Porsche Cayenne.

O esquema
Os suspeitos criaram a moeda virtual no fim de 2016 e, a partir de janeiro deste ano, passaram a convencer investidores a aplicar dinheiro na Kriptacoin. Segundo a polícia, a organização criminosa atuava por meio de laranjas, com nomes e documentos falsos.

O negócio, que funciona em esquema de pirâmide, visava apenas a encher o bolso dos investigados, alguns com diversas passagens pela polícia por uma série de crimes.

Entre eles, o de estelionato.

A Kriptacoin, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, movimentou mais de R$ 250 milhões do começo do ano até agora.

 A fraude pode ter causado prejuízo a 40 mil investidores, muitos deles de fora do Distrito Federal.

Durante a operação, os investigadores apreenderam oito carros de luxo, que eram exibidos pelos integrantes do esquema, além de grande quantia em dinheiro, que estava em uma academia de Vicente Pires. Os bens deverão ser usados para ressarcir os investidores.

O Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF) apresentou, nesta quinta-feira (28/9), a denúncia contra os presos na Operação Patrick. A lista enviada à Justiça tem 16 nomes. Além dos 13 indiciados pela Polícia Civil por organização criminosa, falsificação de documentos e criação de pirâmide financeira; a relação inclui dois advogados, denunciados por obstrução da Justiça, e um primo dos irmãos Marinho, acusado de lavagem de dinheiro.

Segundo o Metropoles apurou, os advogados são João Paulo Todde e Érico Rodolfo Abreu de Oliveira. No entendimento dos promotores do MP-DF, os dois atuaram para obstruir a Justiça. Ao entrar na mira dos investigadores, eles deixaram a defesa dos homens apontados como líderes da organização criminosa que agia usando a moeda virtual Kriptacoin para captar dinheiro.

 

 

Fonte: *Por:Mirelle Pinheiro/Metropole/Clipping

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