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AEDES AEGYPTI: GDF gasta menos da metade da verba de 2015 para combate à dengue

Secretaria tinha R$ 15,7 milhões para a área, mas usou R$ 6,9 milhões. Pasta diz que verba não utlizada no ano passado pode servir em 2016.

Em meio a um surto de dengue, a Secretaria de Saúde gastou no ano passado somente 44% do orçamento previsto para ações de vigilância em saúde, que incluem o combate ao mosquito Aedes aegypti.

 

 

Dos R$ 15,79 milhões destinados no orçamento para ações contra o mosquito, foram usados R$ 6,98 milhões – 44% do total.

 

 

Do valor que tinha no orçamento, a secretaria empenhou R$ 15,01 milhões.

 

Na prática, significa que a pasta reservou em 2015 esse valor exclusivamente para ações de luta ao mosquito que transmite a dengue, a chikungunya e o vírus da zika – ligado à microcefalia – mas os gastos efetivos não chegaram a R$ 7 milhões.


Questionada, a Secretaria de Saúde informou que o dinheiro que não foi usado no ano passado pode ser utilizado neste ano. Desde o começo de 2016, já foram empenhados R$ 6,2 milhões.

 

“O valor deverá receber acréscimo ao longo do ano, visto que a secretaria tem feito diversos investimentos na área”, afirmou. O orçamento previsto para o combate à dengue em 2016 é de R$ 23,1 milhões.


Quatro tipos em circulação
Nesta sexta-feira (12), a Secretaria de Saúde confirmou o primeiro caso de dengue tipo 3 no Distrito Federal. Segundo a pasta, o resultado indica que os quatro tipos do vírus estão em circulação na capital do país.

 

O caso foi registrado em Taguatinga, informou a secretaria. Boletim indica que o número de ocorrências confirmadas da doença aumentou 49,7% na última semana, passando de 1.198 para 1.794.


 Brazlândia é a cidade-satélite com o maior número de confirmações – 420 desde o início do ano. Em seguida, aparecem São Sebastião (176), Planaltina (145) e Ceilândia (133).

A secretaria confirmou uma morte pelo tipo grave. Outros três casos são investigados.


Uma das ocorrências em apuração é de uma moradora de Brazlândia de 45 anos, que morreu na manhã de segunda após desenvolver um quadro de anemia severa. Por nota, a Secretaria de Saúde informou que a paciente foi atendida no hospital regional na sexta e encaminhada para a UTI no sábado.


Após realização dos exames na sexta, de acordo com a pasta, a paciente começou a receber tratamento para dengue. Entretanto, com a piora do estado de saúde, não houve tempo de transferência para UTI.

Saiba quais são os sintomas da dengue (Foto: Editoria de Arte G1)

Vice-governador
No dia 27 de janeiro, a cunhada do vice-governador, Renato Santana, morreu em decorrência de dengue hemorrágica. Maria Cristina Santana tinha 42 anos e era enfermeira. A causa da morte foi confirmada pela necropsia.


Maria Cristina teve uma hemorragia dois dias antes de morrer e fez um teste rápido de detecção de dengue no Centro de Saúde 1, em Brazlândia.

O resultado apontou dengue. Ela fez então um hemograma, que descartou dengue hemorrágica. Segundo a assessoria do vice-governador, ela estava usando um diurético, que mascara o resultado da contagem de plaquetas.


No dia 26, ela se sentiu mal e foi internada no Hospital Regional de Brazlândia, onde trabalhava havia 16 anos. A paciente foi transferida para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) por volta das 23h e morreu às 3h.


Zika
Até esta semana, foram confirmados seis casos, sendo quatro de moradores do DF e outros dois do Entorno – de Luziânia e Santo Antônio do Descoberto. A secretaria recebeu, até 11 de fevereiro, 77 notificações de casos da doença na Grande Brasília.


Chikungunya
A Secretaria de Saúde apresentou também dados que mostram o crescimento no número de casos de febre chikungunya no Distrito Federal. Das 78 notificações registradas pela pasta, foram 5 casos confirmados.

 

Fonte: *G1 - Clipping

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