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DERIVADO DA MACONHA: Pai de paciente afirma que não há canabidiol na rede pública em Brasília

O analista de licitação Fábio Azevedo diz que o medicamento está em falta e ele pretende vender rifas para garantir o remédio da filha

O acesso ao canabidiol, substância derivada da maconha, continua difícil em Brasília. Embora a Secretaria de Saúde do Distrito Federal seja obrigada a fornecer o medicamento, há relatos de que a substância esteja em falta na rede pública.


Sabrina Azevedo, de 8 anos, é uma das pacientes da capital federal que necessitam do medicamento. Porém, o analista de licitação Fábio Azevedo, pai da menina, afirma que foi à farmácia ambulatorial do GDF na semana passada e encontrou as estantes vazias.

“Aguardamos por mais de uma hora para informarem que o medicamento estava em falta”, conta. Ao final do atendimento, Fábio recebeu um documento afirmando que não havia nenhuma substância disponível na rede.

A filha dele tem má-formação no cérebro, o que atrasa o desenvolvimento e provoca crises epiléticas. Assim, a criança precisa do canabidiol para manter os ataques sob controle. “Hoje ela está muito bem, mas o medicamento tem que ser dado ininterruptamente, senão voltamos para a estaca zero”, explica.

Secretaria de Saúde
Em nota, a Secretaria de Saúde afirma “que o fornecimento do medicamento canabidiol não é padronizado”. Dessa forma, a solicitação do remédio “deve ser feita pelo paciente via judicial”.


Porém, o órgão também esclarece que “no caso de tratamentos ininterruptos, a compra ocorre de maneira programada”. Esse seria o caso de Sabrina, que foi a primeira paciente a ter autorização para receber o medicamento no DF. “Já entramos várias vezes em contato e nos foi informado apenas que a compra do canabidiol estava ainda em processo inicial de compra pelo GDF”, diz Fábio.

Com medo que falte o remédio à filha – os medicamentos que possui em casa vão durar até o final do mês, apenas –, Fábio pretende vender rifas e buscar doações. “O tratamento custa R$ 1,5 mil por mês. Não temos condição de pagar por isso”, desabafa.

Arquivo pessoal
Fábio e Sabrina: sem medicamento na rede pública

 

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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