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CERRADO EM CHAMAS: Pista de pouso na Floresta Nacional vai ajudar no combate a incêndios

Estrutura evitará que aeronaves do Corpo de Bombeiros enfrentem tráfego aéreo do Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek

Diferentemente do informado, o modelo das duas aeronaves do Corpo de Bombeiros é o AirTractor, e não AirTrack


Como forma de diminuir o tempo de resposta para o combate a incêndios florestais, o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal passa a contar agora com uma pista de pouso e decolagem na Área 4 da Floresta Nacional de Brasília (Flona).


A estrutura, inaugurada nesta sexta-feira (20), tem 1,5 mil metros de extensão por 30 metros de largura e tem capacidade de operar com até quatro aeronaves simultaneamente.

Ela também poderá ser usada pelas brigadas do Instituto Chico Mendes (ICMBio), responsável pela área.

A agilidade em operações complexas foi destacada pelo comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Hamilton dos Santos Esteves Júnior. “A pista vai facilitar muito a logística operacional de combate a incêndios na nossa capital federal”, afirma.

A nova pista vai evitar que aeronaves do Corpo de Bombeiros enfrentem tráfego aéreo do Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek

A pista é de terra e só será usada para o combate a grandes incêndios. “A ideia é reduzir ao máximo o impacto ambiental, uma vez que ela está em área de preservação permanente”, explica o comandante do Grupamento de Proteção Ambiental (Gpram) da corporação, tenente-coronel Glauber de la Fuente.

“A ideia é reduzir ao máximo o impacto ambiental, uma vez que ela está em área de preservação permanente”tenente-coronel Glauber de la Fuente, comandante do Grupamento de Proteção Ambiental (Gpram)

Dessa forma, as aeronaves do Corpo de Bombeiros terão menos tempo de deslocamento até os principais pontos de queimadas. Até então, elas saiam do Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek e enfrentavam o tráfego aéreo intenso.

Resultado de imagem para AVIÃO DO CORPO DE BOMBEIROS DF

Ainda que os aviões tenham prioridade na fila de decolagem do terminal, são gastos cerca de 20 minutos entre pouso, abastecimento e autorização para voar.

“Agora, não é necessário mais entrar na fila. O tempo que gastamos é praticamente o de abastecimento, algo em torno de cinco minutos”, afirma o comandante do Gpram. A área também tem espaço para manobra de 60 metros por 60 metros. O abastecimento de água será feito por meio de duas viaturas do tipo auto tanque da corporação.


O Corpo de Bombeiros conta com duas aeronaves do modelo AirTractor, com capacidade de transportar até 3,2 mil litros de água. Com a operação na Flona, elas cobrirão, principalmente, as seguintes áreas:

  • Parque Nacional de Brasília
  • Chapada Imperial
  • Reserva Biológica da Contagem
  • Lago Oeste
  • Jardim Botânico

A resposta rápida é fundamental para evitar a propagação do fogo pelo Cerrado.

A preocupação com o controle das chamas tem surtido resultados: a quantidade de ocorrências atendidas pela corporação, até agora, é superior à de 2016, mas a área queimada permanece inferior à do ano passado.

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Foram 9 mil ocorrências de incêndios florestais até agora, em comparação às 7 mil registradas no mesmo período de 2016. A área queimada, por sua vez, foi de 17.441,95 hectares.

Neste ano, até agora, foram 14.504 hectares.


A construção da pista não significou custos adicionais ao governo distrital. Ao ICMBio coube a cessão do espaço, e ao Corpo de Bombeiros, o projeto executivo. A obra foi feita com maquinário da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).

A pista está prevista no Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais e é mais uma estrutura para a Operação Verde Vivo, trabalho conjunto entre as áreas ambiental e de segurança pública do GDF no enfrentamento das queimadas.

 

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