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ELEIÇÕES 2018 DISTRITO FEDERAL: De olho no ano que vem, sete deputados distritais devem trocar de partido

Em busca de mais visibilidade, parlamentares do DF buscam outras legendas para as eleições do ano que vem

Pelo menos sete deputados distritais estão inclinados a mudar de legenda até 31 de março de 2018, quando expira o prazo para nova filiação partidária.

 

O troca-troca tem uma razão: os parlamentares querem disputar as eleições em siglas lhes proporcionem mais chances de reeleição ou de se lançarem na disputa por uma vaga na bancada federal.

Há ainda aqueles que não se sentem mais à vontade em seus partidos, seja por conta das disputas internas ou por falta de espaço. A lista daqueles que flertam com novas agremiações inclui  Robério Negreiros (PSDB), Liliane Roriz (PTB), Cláudio Abrantes (sem partido), Cristiano Araújo (PSD), Professor Israel Batista (PV), Luzia de Paula e Juarezão (ambos do PSB).


O caminho mais fácil é o de Cláudio Abrantes. Desde maio deste ano sem partido — após deixar a Rede Sustentabilidade por divergências com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) —, ele tem conversado com lideranças de algumas legendas, entre eles, do PDT.


 

O deputado que fez fama ao interpretar o “Jesus Cristo de Planaltina” na Via Sacra no Morro da Capelinha esteve na sede do partido, em 10 de outubro, mesmo dia em que os pedetistas brasilienses anunciaram independência em relação ao Executivo local.

Flagrado de abraços dados com o presidente regional do PDT, Georges Michel, Cláudio Abrantes despistou e garantiu que fazia apenas uma visita de cortesia.

Relação azeda
No caso de Robério Negreiros, a relação com o PSDB é a pior possível. Desde que a nova Executiva local do ninho tucano sofreu intervenção, o parlamentar tenta convencer a sigla a realizar eleições internas, conforme resolução do Diretório Nacional.

“Caso o partido não tenha eleições democráticas internas, sendo a única unidade da Federação a ter intervenção, não me sentiria confortável em estar na legenda, apesar de me identificar com a ideologia de centro-direita do PSDB. Convites não me faltam”, garante o tucano.

Robério não revela com quais partidos têm negociado, mas o PMDB, de onde saiu recentemente, e o PP são possíveis destinos.

Conflitos internos também podem tirar dois distritais do PSB. A eleição da nova Executiva regional socialista acabou desagradando Luzia de Paula e Juarezão, que apoiavam a candidatura de Daniel Cunha para presidir a legenda. No entanto, manobras do ex-presidente Marcos Dantas — agora secretário das Cidades — e do próprio governador Rollemberg acabaram elegendo Tiago Coelho.

Aliados de Luzia asseguram que o posicionamento da parlamentar teria causado mal-estar entre ela e o partido, porém, a distrital nega seu desembarque da sigla. Juarezão, por sua vez, limitou-se a dizer que conversará com seu grupo, mas não sabe se deixará a legenda.

Preteridos
Há ainda aqueles que não gozam mais de tanto prestígio e devem ser preteridos pelos partidos nas próximas eleições. Ainda com processo por compra de votos em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Liliane Roriz não está nos planos do PTB para 2018. O novo presidente da legenda, Alírio Neto, quer formar uma nominata de candidatos que nunca foram eleitos, e a filha caçula do ex-governador Joaquim Roriz está em seu segundo mandato na Câmara Legislativa.


Ela sustenta não pensar em janela partidária enquanto acompanha a recuperação do pai, que teve a perna amputada por complicações decorrentes da diabetes.

Cristiano Araújo e o PSD também não vivem mais uma relação de amor. Contrariado pelo fato de o distrital ter sido favorável à Reforma da Previdência dos servidores públicos do GDF, o partido puniu o deputado, cortando-o das inserções no rádio e na televisão.


Tanto Cristiano quanto o presidente regional da legenda, o deputado federal Rogério Rosso, afirmam que as conversas foram retomadas, mas, internamente, a tendência é que a legenda procure outro nome entre os próprios distritais para encabeçar a chapa dos candidatos à Câmara Legislativa no anos que vem.

Com a imagem arranhada principalmente entre os professores do Distrito Federal — depois de ter apoiado a aprovação da Reforma da Previdência local —, o deputado Israel Batista parece estar em rota de reconciliação com o PV. O partido queria a saída do parlamentar da base de Rollemberg, mas com cargos dentro da estrutura do Executivo, especialmente na Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude, ele não retirou seu apoio ao governador.

No início de 2017, o presidente regional do PV, Eduardo Brandão, publicou uma carta onde defendia que o partido lançasse candidatos para todos cargos, incluindo para o o Executivo. A orientação evidenciou clara oposição a Rollemberg.

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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