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DESABAMENTO DE PRÉDIO: Engenheira de obra que desabou em Vicente Pires responde por morte em circo

Depois de resgatado o corpo do engenheiro Agmar Silva, 55 anos, de uma obra ilegal em Vicente Pires, foram revelados outros problemas no prédio que desabou na última sexta-feira (20).

A edificação, embargada e intimada a ser demolida, era feita pela empresa Agmar e Lissandra – Arquitetura e Construção, que sequer tem registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-DF) ou no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-DF).

Assim, mais uma vez, a construção é considerada irregular.

O CREA informou que a única pessoa envolvida com registro profissional é a engenheira Daliane Cardoso, que já responde por um processo no conselho pela queda da estrutura do Circo Khronos, em 23 de março deste ano (foto e vídeo abaixo).

No acidente, um jovem de 17 anos que trabalhava no local morreu ao ser atingido por uma das vigas que davam sustentação à lona.

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Agora, Daliane será novamente notificada para esclarecer como era seu acompanhamento da obra e se havia meios de evitar a queda.

Uma das informações que o CREA-DF estranha no registro de Daliane é que ela tem mais de duas mil Anotações de Responsabilidade Técnica (ART) – documento assinado pelo engenheiro e registrado pelo CREA por cada obra acompanhada. Para o conselho, é um volume muito grande para uma única pessoa. A mulher pode perder o registro.

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Na mesma situação está Lissandra Latorraca, responsável pela parte arquitetônica e urbanística da obra. A construção não apresentava Registro de Responsabilidade Técnica (RRT).

A reportagem tentou entrar em contato com ambas as profissionais, mas não obteve sucesso.

Na esfera criminal, o caso é investigado pela 38ª DP e corre em sigilo. Até o momento, não houve indiciamentos. De acordo com a Divisão de Comunicação da Polícia Civil (Divicom), os responsáveis pela obra serão formalmente ouvidos, além de funcionários e demais testemunhas.

 

Fonte: *Via JBr/Clipping

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