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INICIATIVA: Alunos da rede pública se mobilizam para melhorar ambiente escolar

Alunos do CED 310 de Santa Maria participam do 1º Projeto Escola de Atitude, que estimula estudantes da rede pública à participação cidadã

Ações do 1º Prêmio Escola de Atitude têm estimulado estudantes da rede pública à participação cidadã.

 

Após identificar os problemas dentro do ambiente escolar, alunos se preparam para o desafio de solucioná-los e deixar o espaço onde estudam mais agradável.

A iniciativa integra o projeto Controladoria na Escola, da Controladoria-Geral do DF.

Por uma semana, cerca de 4 mil alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental e do médio fiscalizaram salas de aula, biblioteca, merenda, secretaria, quadras e demais áreas de 104 unidades participantes.


Os espaços interno e externo das escolas foram avaliados por meio do aplicativo Monitorando a Cidade. Os problemas detectados agora serão trabalhados junto à comunidade escolar para melhor solucioná-los. As dez melhores ideias serão recompensadas pelo Prêmio Escola de Atitude.

No Centro Educacional 310 de Santa Maria, o projeto foca na valorização do patrimônio público. “A gente entrou para trazer melhorias para a escola. Passamos a maior parte do dia aqui, e é importante ter um local arrumado, com acessibilidade e que seja bem visto por todos”, conta Maria Eduarda, aluna do 1º ano do ensino médio.

É a seguinte a premiação para os dez primeiros colocados:

  • 1º lugar — 50 mil para a escola mais 3 bolsas para professores
  • 2º lugar — 30 mil para a escola mais 3 bolsas para professores
  • 3º lugar — 20 mil para a escola mais 3 bolsas para professores
  • 4º lugar — 10 mil para a escola mais 3 bolsas para professores
  • Do 5º ao 10º lugar — 5 mil para a escola mais 3 bolsas para professores

Professora de português e coordenadora do projeto, Margareth de Brito Alves destaca que a conscientização dos alunos do centro já era trabalhada em sala de aula antes mesmo do prêmio. “Queremos despertar um olhar de valorização pelo espaço da escola”, sustenta.


Um painel com mensagens positivas em relação à escola foi afixado na entrada. O intuito é que os alunos criem um laço afetivo com o lugar onde estudam. Além do mural, os estudantes recolhem materiais para reciclagem para arrecadar verba destinada a manutenções pontuais.

De acordo com a professora, o trabalho com os alunos relacionado à conscientização ambiental será mantido para além do projeto da controladoria. “O mais importante é a mudança de atitude. Para eles [estudantes] tem um significado muito maior, pois vêem na prática o que é passado na sala de aula.”

“A reciclagem faz parte do nosso cotidiano. A produção do lixo só está aumentando. Precisamos fazer algo e ter consciência com o que é produzido e o que pode ser reaproveitado”, explica a aluna Maria Eduarda.


Ela quer repassar todo o conhecimento e experiência com o projeto aos novos alunos no ano que vem. “Se nós cuidamos da nossa escola, estamos pensando no nosso futuro”, finaliza.

Segundo a professora de geografia Vânia Lúcia Souza, o colégio está tendo outro movimento com o projeto. “Os alunos querem deixar suas histórias e, com pequenas ações, transformá-las em algo grande”, expõe.

Como funciona o Prêmio Escola de Atitude

As atividades estão divididas em etapas. No primeiro momento, os professores das instituições inscritas foram capacitados para a orientação dos alunos nas ações do projeto.

Para avaliar o estado em que se encontra cada unidade de ensino, estudantes responderam a questionários de avaliação das estruturas, das aulas e dos ambientes próximo aos colégios. Com os problemas apontados, cada escola vai preparar um desafio a ser executado pelos alunos, de modo a mudar algum aspecto da realidade escolar.


Nesta terça-feira (31), os 4 mil participantes do projeto se encontrarão para falar da experiência que tiveram com a auditoria cívica. O evento será no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em dois horários — às 9 e às 14 horas. Na ocasião, será apresentada a peça O auto da barca da cidadania.

A última etapa consiste em uma prova especial, que será divulgada em novembro, às vésperas da execução da tarefa pelas equipes. A soma da pontuação das atividades vai definir as escolas vencedoras do projeto, que serão conhecidas em dezembro.


De acordo com o controlador-geral do DF, Henrique Ziller, a motivação de criar o prêmio é a de desenvolver ainda mais o espírito cidadão nos estudantes. “Partimos de dez escolas em 2016 e alcançamos mais de cem neste ano. Os grupos que mostrarem mais entendimento sobre a proposta merecem esse incentivo”, confirma.

No total, R$ 140 mil serão distribuídos entre as dez primeiras classificadas. O valor deve ser investido na unidade de ensino. Além disso, três professores orientadores de cada escola vencedora receberão bolsas de pós-graduação, oferecidas pelo Fundo Pró-Gestão, da Escola de Governo do DF.

 

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