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VOTAÇÃO NO SENADO: Taxistas e motoristas de aplicativos entram em confronto na Esplanada no canteiro central

Taxistas pedem a aprovação da proposta; motoristas de aplicativos protestam contra o projeto. Um taxista foi preso por desacato. Durante confusão, grupo ateou fogo a gramado próximo à Alameda dos Estados.

Taxistas e motoristas do Uber entraram em confronto no início da tarde desta terça-feira (31) na Esplanada dos Ministérios, área central de Brasília, enquanto aguardavam a votação do Senado do projeto de lei que regulamenta os serviços pagos de transporte individual.

Policiais militares intervieram com spray de pimenta e formaram um cordão humano entre os grupos, para separá-los. Um taxista foi preso por desacato. Não houve feridos. Segundo a PM, pouco antes das 18h havia cerca de 2 mil taxistas e mil motoristas de aplicativos na região.

O conflito começou depois de um grupo de motoristas do Uber cantar músicas em provocação a taxistas. Durante a confusão, um trecho do gramado próximo à Alameda dos Estados. Os próprios manifestantes conseguiram conter as chamas.Motoristas do Uber pintam carros para carreata (Foto: Reprodução/TV Globo)

De acordo com a PM, o fogo foi causado por rojões e fogos de artifício que taxistas levaram para a Esplanada – e dispararam na direção do grupo de motoristas de apps. Pacotes desses artefatos foram apreendidos pela corporação.

Taxistas estão estacionados ao longo do canteiro central da Esplanada desde a noite de segunda. Por volta das 12h30, havia cerca de 4 mil taxistas de 15 estados no gramado central, segundo o coordenador da ação, Ismael Nogueira, motorista da cooperativa Vermelho e Branco, de São Paulo. "O pessoal de Macapá fez quatro dias de viagem pra chegar aqui."Taxistas estacionam carros na Esplanada dos Ministérios para pressionar pela aprovação do PL nº28/2017 no Senado (Foto: TV Globo/Reprodução)

O taxista Éder Luz defendeu o projeto. "Somos sujeitos a vários controles do municípios do Brasil. A gente sempre usa o exemplo do açougue. Se eu sou um açougueiro e um vizinho começa a vender carne mais barata do meu lado, ele me prejudica."

 

"A gente quer uma paridade de regras, a gente quer que todo mundo siga a mesma regra, de vistoria, manutenção dos carros e tudo. Somos a favor da PLC na íntegra."

Taxistas estão estacionados ao longo do canteiro central da Esplanada desde a noite de segunda. Por volta das 12h30, havia cerca de 4 mil taxistas de 15 estados no gramado central, segundo o coordenador da ação, Ismael Nogueira, motorista da cooperativa Vermelho e Branco, de São Paulo. "O pessoal de Macapá fez quatro dias de viagem pra chegar aqui."

O taxista Éder Luz defendeu o projeto. "Somos sujeitos a vários controles do municípios do Brasil. A gente sempre usa o exemplo do açougue. Se eu sou um açougueiro e um vizinho começa a vender carne mais barata do meu lado, ele me prejudica."

 

"A gente quer uma paridade de regras, a gente quer que todo mundo siga a mesma regra, de vistoria, manutenção dos carros e tudo. Somos a favor da PLC na íntegra."

Na última semana, os senadores aprovaram urgência, para que a proposta fosse analisada com prioridade. O texto é defendido por taxistas, que apontam concorrência desleal. Eles também afirmam que a não regulamentação dos aplicativos "não é segura para os usuários".

As empresas responsáveis pelos aplicativos, porém, afirmam que a proposta "inviabiliza o trabalho". Para as empresas, o texto representa uma "proibição velada" a serviços como Uber e Cabify.

O projetoMotoristas de apps e taxistas enfileiram carros ao longo da Esplanada dos Ministérios em dia de votação do PL nº 28/2017 no Senado (Foto: TV Globo/Reprodução)

 

De autoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), o texto foi aprovado na Câmara em abril.

Senadores ouvidos pelo G1 afirmam que deverão promover mudanças no texto. A estratégia em plenário será modificar o projeto com emendas de redação, o que permitirá alterações no texto sem que seja necessária a devolução do projeto para a Câmara.

Apps x táxis

 

De acordo com empresas de aplicativos como Uber e Cabify, o principal item do projeto que inviabiliza o funcionamento do serviço é a necessidade de licença para motoristas, concedida pelas prefeituras dos municípios. Esse ponto, porém, não deverá fazer parte do acordo com a Casa Civil para que seja vetado.

Segundo o Uber, o projeto é uma "proibição disfarçada" e abre a possibilidade de "restrições arbitrárias" no número de autorizações municipais, o que, segundo as empresas, deverá prejudicar o serviço.

Já os taxistas querem a aprovação do texto na íntegra. Segundo o Sindicato dos Taxistas de São Paulo, o projeto "não inviabiliza o serviço realizado por aplicativos", mas "direciona para uma regulamentação de acordo com as diretrizes de cada município".

O presidente do sindicato, Natalício Bezerra, diz ser necessário "enfrentar" essa questão porque os aplicativos "atuam na ilegalidade com uma concorrência desleal sem oferecer segurança aos usuários".

 

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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