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NOVEMBRO AZUL: Brasília registra dois casos de câncer de próstata por dia, diz estudo

Foram 840 casos no ano passado, segundo levantamento feito pelo Instituto Nacional do Câncer. Fila atual para cirurgia é de 50 pacientes. Chances de cura são altas quando doença é descoberta no início.

Pelo menos dois homens são diagnosticados todos os dias com câncer de próstata no Distrito Federal, segundo levantamento feito pelo Instituto Nacional do Câncer.

 

Foram 840 casos no ano passado. De acordo com especialistas, a doença atinge 5% do público masculino. Há cinco anos foi criada a campanha “Novembro azul”, que conscientiza sobre a importância de fazer exames de rotina.

Médico segura panfleto que mostra a  anatomia da próstata (Foto: Reprodução/EPTV)

Médico segura panfleto que mostra a anatomia da próstata

 

As chances de cura para a doença são altas se ela for descoberta no início. O aposentado Weligton Mota, de 67 anos, se viu nessa situação. Praticante de atividades físicas e adepto de uma alimentação equilibrada e saudável, ele descobriu ter câncer na próstata em abril deste ano. Foi um susto.

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"Jamais esperei que eu tivesse uma doença assim, de repente, porque até então eu não tinha tido doença nenhuma. Na família não tem exemplo de uma situação dessa, nenhum irmão. Somos sete", diz.

 

"É assustador, a gente não espera. Você tem uma saúde perfeita, uma alimentação equilibrada, é um cara otimista [e aí acontece]."

 

Mota conta que não se deitou abater. Para isso, contou com o apoio dos nove filhos. Após a retirada do tumor, os exames apontaram que ele já estava curado.

"[Pensava:] Vou dar o melhor de mim e adotar os procedimentos que devem ser adotados em benefício de mim mesmo", lembra. "Já me considerado recuperado 90%."

O aposentado Weligton Mota, que teve câncer de próstata
O aposentado diz que o resultado positivo ao tratamento só foi possível porque ele fazia os exames preventivos anualmente, como recomendado por médicos. A medida vale para quem tem a partir de 45 anos.

Os interessados podem procurar atendimento em postos de saúde, de onde serão encaminhados para os hospitais de referência.

O uro-oncologista de Brasília Diogo Mendes (Foto: TV Globo/Reprodução)O uro-oncologista Diogo Mendes explica como funciona. "Primeiro, a história clínica do paciente é colhida. Depois, são solicitados exames de sangue e de imagem. Então é que é feito o toque retal e a biopsia."

O atendimento público na oncologia é feito nos hospitais de Base e no Regional de Taguatinga. A Secretaria de Saúde também tem convênio com o Hospital Universitário de Brasília (HUB), para o tratamento de radioterapia. A fila atual para cirurgia é de 50 pacientes, segundo a Secretaria de Saúde.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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