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MÁFIA DAS FUNERÁRIAS: MP denuncia 12 pessoas acusadas de participar do esquema criminoso

O esquema foi desmontado por investigação que vieram à tona com a deflagração da Operação Carontes, em 27 de outubro.

O Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF) denunciou 12 pessoas acusadas de participação em uma organização criminosa ardilosa que enganava famílias em luto para obter lucros para agências funerárias.

Divididas em duas células, as ações penais apontam a prática de inúmeros crimes como o uso de telecomunicações sem a observância das regras de regência, contra as relações de consumo e de falsa identidade em diversas regiões administrativas do Distrito Federal.

Os 12 suspeitos tiveram as prisões temporárias decretadas pela Justiça, que foram convertidas em preventivas.

Mas, apesar da denúncia, protocolada quarta-feira, os acusados foram postos em liberdade. Por não envolver policiais até o momento, os promotores de Justiça do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (NCAP) vão encaminhar o processo à Promotoria de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida).

Médico

O MP-DF apontou que o médico Agamenon Martins Borges, acusado de integrar uma das células, fazia o diagnóstico sobre a causa da morte, muitas vezes, por telefone, sem examinar o corpo, apenas com base no relato dos parentes.
Houve casos em que o cadáver foi cremado, o que dificulta uma eventual investigação sobre homicídios que, porventura, tenham ocorrido e sido escondidos pelo esquema. A declaração de óbito, assinada pelo médico, é a base para o atestado registrado em cartório. Saía por R$ 500 a R$ 1.000 em média.

 

Fonte: *Via CB/Ana Maria Campos/Clipping

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