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OPERAÇÃO MAMON: Suspeito de cobrar propina, coronel de Brasília tem prisão em flagrante convertida em preventiva

Enxergando possíveis fraudes, MP faz pente-fino em contratos dos últimos 5 anos na corporação. Francisco Feitosa está no Batalhão de Trânsito da PM.

O coronel Francisco Feitosa, preso por suspeita de extorquir dinheiro de empresários em troca de pagamentos pela Polícia Militar do Distrito Federal, teve a prisão flagrante convertida em preventiva. O pedido foi da Promotoria da Justiça Militar.

Ele está detido desde o dia 14, alvo da operação Mamon.

Não há prazo para ele ser liberado.


Resultado de imagem para CORONEL FEITOSA PMDFFeitosa está preso no Batalhão de Trânsito da PM. Ele comandava o Departamento de Logística e Finanças, responsável pelo fechamento de contratos desde janeiro do ano passado.


Durante a operação, também foram presos três empresários. Eles estão detidos na carceragem da Polícia Civil. Um deles é Rogério Gomes Amador, cunhado do coronel, que também teve a prisão convertida em preventiva.

 

Segundo as investigações, ele exigia propina de empresários em nome do militar, para liberar os pagamentos devidos pela PM.

Os outros presos são Clayton Esperândio e Alessandro Salgueiro. Eles foram apontados como responsáveis por convencer outros empresários a pagar propina.


 

Contratos sob suspeita

 

Entre os contratos investigados, estão os de manutenção de viaturas. Como um da “M.R.S da Rocha”. A empresa recebeu, em maio do ano passado, três repasses da PM para manutenção da frota oficial: quase R$ 366 mil.


Outro contrato sob suspeita é o da compra de 52 rádios de novos carros da corporação, por R$ 360 mil. O contrato foi firmado pelo coronel Feitosa – que estava à frente do Departamento de Logística e Finanças da PM desde janeiro de 2016, com salário de R$ 19,5 mil por mês, sendo exonerado após as denúncias – e a Motorola Solutions.

Segundo os investigadores, os rádios não funciona.

 

No entanto, o policial que atestou isso em um relatório foi afastado. Por causa das suspeitas, o foco da apuração foi ampliado e estão sendo investigados todos os contratos dos últimos cinco anos. A TV Globo pediu à PM o levantamento dos contratos dos últimos anos e valores, mas a corporação não quis passar a informação.

A defesa dos presos e os representantes das empresas Motorola Solutions e MRS da Rocha não foram localizados.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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