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ATÉ ACABAR TUDO: Racionamento de 2 dias está descartado enquanto Descoberto não atingir 0 por cento, informa Caesb

Foram feitas revisões em cálculos envolvendo capacidade das bombas, afirma presidente da companhia. Empresa resgatou até arquivos em alemão da fabricante dos reservatórios, datados de 1970.

Luduvice explica que Descoberto consegue 'aguentar' até 0% do volume sem racionar 2 dias


Resultado de imagem para reservatoriod o descoberto baixoooEm outubro, a companhia havia informado que seria possível manter o ritmo atual de abastecimento e racionamento, pelo menos, até que o reservatório do Descoberto atingisse a cota de 5%. Antes, o "gatilho" para reduzir a captação de água na bacia era de 9%.

“Nós refizemos todos os cálculos antigos ainda da década de 1970, da capacidade das nossas bombas do Sistema do Descoberto. Nós chegamos à conclusão que é possível operar as nossas bombas até a 'cota 1.021'. Seria o nível zero [do volume útil do reservatório]”, declarou Luduvice.


O sistema de “cotas” é uma medida que faz referência à altura com relação ao nível do mar. Pela última medição, de quinta-feira, o sistema do Descoberto está na cota 1.021,88. Ou seja, está a 1.021,88 metros acima do nível do mar – e só 88 centímetros acima do zero. Traduzindo, isso representa 5,5% do volume útil.

Margem do lago do Descoberto, no DF (Foto: Gilver Ferreira/Arquivo pessoal)

Margem do lago do Reservatório do Descoberto

Ainda segundo Luduvice, a entrada de novas formas de captação, a redução do consumo por causa do racionamento e a economia de água por parte da população também são fatores para garantir a segurança de manter os padrões atuais até chegar a 0%.


Ele detalha também que, para chegar aos novos cálculos, foi preciso resgatar documentos antigos que estavam guardados nos arquivos da Caesb.

“A gente chegou inclusive a olhar os cálculos pela fabricante alemã dos reservatórios. Estavam guardados desde a década de 1970, e também já tinha sido feita revisão nos anos 2000, que a gente recuperou. Inclusive achamos alguns manuscritos ainda em alemão. Então nós fomos a fundo”, comentou Luduvice.


 

“O nosso esforço é para evitar um segundo dia de racionamento porque que não é bom para ninguém. Nem para a população nem para economia. Mas a gente não pode abrir mão da chuva.”

 

 

Estação do Gama

 

Na entrevista, o presidente da Caesb também anunciou que vai publicar em janeiro de 2018 o edital de licitação para construir a estação de tratamento do Gama. O dinheiro (US$ 23,5 milhões) vem de um empréstimo pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Pelas regras, quando o montante ultrapassa US$ 5 milhões, é necessário fazer uma licitação internacional.

Na prática, significa que uma empresa estrangeira poderá ser responsável pela obra, que deve oferecer 320 litros por segundo ao sistema. A previsão é de que a água tratada pela estação seja distribuída para o Gama e parte de Santa Maria – trazendo “alívio” para o sistema do Descoberto.

Imagem aérea mostra estrutura que capta água do Lago Paranoá (Foto: Caesb/Divulgação)

Imagem aérea mostra estrutura que capta água do Lago Paranoá

Estação Lago Paranoá

A estação emergencial para captar água do Lago Paranoá continua operando, em média, com 450 litros por segundo. Ela deve funcionar a “pleno vapor”, captando 700 litros por segundo, até fim de dezembro, afirmou o presidente da Caesb.

“Já alcançamos produção de 700 litros por segundo. Mas não tem pra quê produzir tudo isso porque não tem consumo suficiente”, declarou.


Por enquanto, a água retirada do lago serve apenas para abastecer Lago Norte, Itapoã, Paranoá, Grande Colorado e Varjão. No projeto original, a ideia era levar também a água para o Plano Piloto. No entanto, isso só será possível com a conclusão de uma estação elevatória, prevista para ser finalizada em meados de dezembro.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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