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65 PACIENTES/DIA: Novo equipamento de radioterapia começa a funcionar no HUB - Hospital Universitário

O acelerador linear faz parte do Plano de Expansão dos Serviços de Radioterapia, do Ministério da Saúde, e vai ampliar e qualificar o acesso a tratamentos oncológicos na rede pública

A população do Distrito Federal já tem disponível um novo acelerador linear do Ministério da Saúde.

O aparelho foi inaugurado, nesta segunda-feira (27/11), pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, no Hospital Universitário de Brasília (HUB).

 

O equipamento é um dos dois previstos para a capital federal no Plano de Expansão dos Serviços de Radioterapia, que tem como finalidade ampliar o acesso da população a procedimentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao todo, foram investidos mais de R$ 4,3 milhões na compra do equipamento e construção do local adequado.

Resultado de imagem para hub df“Estamos avançando o mais rápido possível na oferta dos serviços de radioterapia no país. Temos priorizado novas instalações com o objetivo de ter mais serviços e serviços mais próximos do cidadão”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.


Com o novo equipamento, o HUB contará com dois aceleradores lineares e o aumento no número de atendimentos será gradual.

Imagem relacionadaInicialmente, o número de atendimentos passará dos atuais 45 para 65 pacientes por dia, em média, até chegar a 110 pacientes por dia. Para a operacionalização do aparelho, o Ministério da Saúde ainda deve repassar anualmente R$ 1,8 milhão.

 

A cidade satélite de Taguatinga irá receber o segundo acelerador linear do Distrito Federal.

O termo de referência para o início da obra está sendo elaborado. A previsão é que o equipamento entre em operação em 2019.

Desde que assumiu a gestão do Ministério da Saúde, o ministro Ricardo Barros, já entregou outros quatro aceleradores lineares pelo Plano de Expansão da Radioterapia, nas cidades de Campina Grande (PB), Maceió (AL), Feira de Santana (BA), e Curitiba (PR). Ainda neste ano, estão programadas as entregas de outros equipamentos de radioterapia. Ao todo, cerca de R$ 500 milhões foram investidos para a aquisição de 80 aceleradores lineares, além da realização de projetos e obras.


Outros 20 ainda devem ser adquiridos, totalizando 100 aparelhos distribuídos em todas as regiões do país. Os novos equipamentos, que serão adquiridos, viabilizará uma economia de aproximadamente R$ 25 milhões em relação ao que era realizado por meio de convênios. Além desses, a atual gestão já entregou 17 aceleradores lineares por meio de convênios e outros 36 estão em processo de compra.


FÁBRICA – O primeiro centro de treinamento de radioterapia do Brasil entrou em funcionamento no dia 20 de novembro. A unidade de capacitação faz parte do Plano de Expansão da Radioterapia assinado entre a Varian Medical Systems e o Ministério da Saúde.

A partir dessa parceria, será possível produzir no Brasil aceleradores lineares, equipamentos considerados mais modernos no tratamento do câncer e ampliar a oferta de tratamento da doença.

Instalado em Jundiaí (SP) na fábrica da Varian Medical, a unidade tem condições de capacitar 1.500 pessoas por ano para manuseio de aceleradores lineares. O centro de capacitação vai auxiliar a expansão da radioterapia no país e internalizar a tecnologia, diminuindo os gastos públicos além da dependência do mercado externo. A empresa tem expectativa de oferecer regularmente 13 cursos, formando uma rede de treinamento em parceria com Universidades.


 

ASSISTÊNCIA – Nos últimos anos, observou-se uma crescente oferta da radioterapia no país. Em 2010, foram realizados 8,3 milhões procedimentos de radioterapia. Em 2016, foram 10,45 milhões, um aumento de 25,9%. Vale ressaltar que essa ampliação também é resultado do investimento realizado pelo Ministério da Saúde na compra de aceleradores lineares, por meio de convênios. Consequentemente, a pasta ampliou, em seis anos, 46% os recursos para tratamentos oncológicos (cirurgias, radioterapias e quimioterapias), passando de R$ 2,27  bilhões, em 2010, para R$ 3,33 bilhões, em 2016. Em 2017, até o momento, foram investidos R$ 672,8 milhões. Somados a esses valores, há ainda os recursos relacionados às ações de média complexidade, como consulta com especialista e realização de exames, além dos medicamentos oncológicos.

 

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