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INADIMPLÊNCIA: No Distrito Federal, 77,7 por cento das famílias estão endividadas, informa pesquisa

A maioria está enrolada com cartão de crédito, cujos juros chegam a 337,9% ao ano

O número de famílias endividadas na Grande Brasília diminuiu e passou de 741.116, em outubro, para 740.247 em novembro, ou 869 a menos.

Mesmo assim, 77,7% possuem algum tipo de débito. Neste universo, 88,8% estão enroladas com o cartão de crédito, cujos juros chegam a 337,9% ao ano.


Os dados constam na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio).  Quando as informações de novembro deste ano são comparadas às do mesmo período de 2016, há um aumento de 21,5 mil endividados na capital federal.


A pesquisa mostra ainda que o universo de famílias com contas em atraso também diminuiu, passando de 111,204, em outubro, para 104,021, em novembro (queda de 7,183). “A economia está mais estável, a inflação controlada e não deve aumentar nos próximos meses, assim como não há perspectiva de correção nas taxas de juros, o que deixa o consumidor mais seguro no emprego e com condições de quitar as suas dívidas”, explica o presidente da Fecomércio, Adelmir Santana.

Outro ponto destacado por ele é o aquecimento do mercado de trabalho.


Sobre a PEIC
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) foi realizada com uma amostra de 600 famílias.

O estudo serve para orientar os empresários dos setores de Comércio, Serviços e Turismo que utilizam o crédito como ferramenta estratégica para o incremento das vendas.


Na ponta do lápis

– Use o seu 13º salário para sair do vermelho;
– Troque dívidas com juros altos (cheque especial e cartão de crédito), por mais baratas, como crédito direto ao consumidor (CDC);
– Se der, separe uma parte do 13º para pagar despesas extras do início do ano, como material e mensalidades escolares, IPTU e IPVA;
– Pesquise preços sempre;
– No mercado, busque ofertas ou alternativas a produtos que estejam caros;
– Evite supérfluos;
– Planeje os gastos;
– Se possível, junte dinheiro para comprar à vista;
– Nunca pague somente o mínimo da fatura do cartão de crédito;
– Evite entrar no cheque especial;
– Enquanto paga uma dívida, não faça outras. Deixe o cartão de crédito de lado;
– Use a tecnologia como aliada. Diversos bancos têm opções de consulta via internet. Planejamentos podem ser feitos também por aplicativos de orçamento financeiro, como Guia Bolso, Organizze, Zeropaper e Minhas Economias.

 

Fonte: *Metropole/Clipping

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