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PODE ISSO, ARNALDO?: Dos detidos neste ano, 54% foram soltos em menos de 24 horas

A afirmação foi feira pelo diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, após apresentar os supostos autores do latrocínio no Guará

Das pessoas presas na Grande Brasília desde o início do ano, 54%  foram liberadas em até 24 horas.

 

Foi o que afirmou o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, após apresentar os supostos autores do latrocínio que vitimou o servidor público Eli Roberto Chagas, 51 anos,  no último dia 2, em frente a uma escola no Guará.

 

 

“No Brasil, temos duas penalidades: a pena de morte e a prisão perpétua. A pena de morte é para o cidadão, que tem a vida ceifada por um criminoso e a família nunca mais o verá. E a prisão perpétua quem paga são os familiares do criminoso, que perdem a chance do convívio. Essa situação   precisa ser revista no sistema prisional”, avaliou Seba.


Eli foi morto por não ter obedecido à ordem do bandido de correr após entregar o carro. Essa foi a justificativa do suposto autor dos disparos à polícia, após ser preso dentro de uma casa, em Valparaíso (GO), na manhã de ontem. Mais dois homens foram detidos por envolvimento no crime. 


De acordo com o delegado-chefe da 4ª DP (Guará), Rodrigo Larizzatti,  o responsável pelos tiros é Felype Espíndola de Azevedo, 22 anos.

 

Os  comparsas são Milton Espíndola de Azevedo, 25 anos, irmão de Felype, e Márcio Marçal, de 35 anos. Segundo as investigações da polícia, os três integram uma associação criminosa especializada em roubo de veículos. Os irmãos eram responsáveis por praticar os roubos, na maioria da vezes, armados, e Márcio cuidava da organização da ação e do desmanche.


“Informalmente,  Felype confessou o crime. Disse que atirou na vítima porque ela teria reagido ou não teria cumprido a ordem de correr no momento em que foi abordada. Foram disparos efetuados por pura maldade. Nós não conseguimos identificar nas imagens qualquer reação por parte da vítima”, declarou Larizzatti.


O delegado afirmou que a camiseta que o autor dos disparos utilizou no momento do crime era toda branca. Ou seja,   não se tratava de  uniforme de escola pública do DF, hipótese levantada inicialmente.


Exibicionismo na internet

Nas redes sociais, o trio se autointitula  “Fábrica de luto  em busca do dinheiro”. O autor dos disparos costumava postar no Facebook imagens de armas e frases como “Somos apenas uma praga que o seu sistema criou”.  “Eles se apresentam vestidos com fantasias de palhaço, têm tatuagens de palhaço e quem apresenta esse tipo de configuração costuma ser pessoa que enfrenta as forças policiais. A imagem  significa matador de policial”, frisou o  delegado Rodrigo Larizzatti.


Meta inicial era roubar

Segundo o delegado  Rodrigo Larizzatti, após levar a pulseira de ouro que Eli usava e baleá-lo, Felype dirigiu tranquilamente o Corolla roubado até o SOF Sul, onde o irmão, Milton, o aguardava  em um Gol – também fruto de crime.

 

O segundo veículo foi usado para a fuga  até a Cidade Ocidental (GO).  “Eles costumavam deixar os carros roubados no SOF Sul até decidirem o destino final, que geralmente era o desmanche. Foi tudo planejado e eles saíram do Entorno com a meta de roubar”, explicou.


Após o crime, os três comparsas  se esconderam em uma casa alugada no Parque Marajó, em Valparaíso (GO), onde foram abordados por volta das 6h de ontem, quando dormiam. Segundo Larizzatti, eles não reagiram à ação. Eles foram identificados  há uma semana. Em conjunto com as polícias Civil e Militar de Goiás, a PCDF monitorava todos os passos dos três. Mas, devido à burocracia judicial, a prisão só ocorreu nesta quarta-feira.


Seis localidades eram alvos dos bandidos

O trio é considerado de alta periculosidade pela polícia. De acordo com o delegado Rodrigo Larizzatti, os bandidos sempre praticavam os crimes armados. “De dezembro até agora, eles   fizeram outros três roubos. O trio atuava  no Guará, SOF Sul, SIA, Núcleo Bandeirante, Valparaíso (GO) e Candangolândia, onde Márcio morava. É um grupo altamente perigoso”, informou.


Embora o trio tenha dito que se desfizera da arma usada no latrocínio, o revólver calibre 38 foi encontrado enterrado no lote onde houve as prisões, horas depois. 


ANTECEDENTES

Larizzatti disse ainda que Milton estava foragido por ter cometido um roubo de carro no ano passado. A ficha criminal dos irmãos é extensa e ambos já tinham passagem por roubo armado. Milton, por sua vez, teria cometido tráfico, homicídio, receptação, roubo armado e duas tentativas de homicídio, todos crimes praticados no Plano Piloto e cidades-satélites. 


“Há mais do que motivos para mantê-los presos, pois, se forem colocados na rua, voltarão a praticar roubos, que, para virarem um latrocínio, é um detalhe. Vamos trabalhar para que haja condenações severas, pois são criminosos perigosos”, afirmou Larizzatti. 


Segundo o delegado, fazendo um cálculo por alto, os criminosos podem pegar, no mínimo, 33 anos de prisão, cada um. Eles vão responder por associação criminosa qualificada, três roubos qualificados agravados pelo uso de arma e latrocínio, classificado como   crime hediondo gravíssimo.


Memória

O latrocínio aconteceu por volta das 11h40 do dia 2 de fevereiro, quando o servidor do Senado Federal esperava pelos filhos, de 12 e 15 anos, no estacionamento do colégio Rogacionista, no Guará II. Imagens do sistema de segurança mostraram que Eli  não reagiu ao assalto, mas mesmo assim foi baleado. O veículo era recém-comprado e tinha sido retirado da concessionária no mesmo dia. O carro levado pelo atirador foi recuperado horas depois.

 

Fonte: *JBr - Clipping

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