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EM PLENO RACIONAMENTO: Órgãos públicos do GDF aumentam gasto de água em meio à crise hídrica

Caesb divulgou comparação de gastos na administração direta e indireta, em outubro de 2015 e de 2017. Secretaria de Segurança e Defensoria Pública estão na lista de não poupadores.

Enquanto os moradores do Distrito Federal reorganizam a rotina e criam maneiras para enfrentar o racionamento, 15 órgãos públicos do governo do DF ampliaram o consumo de água em outubro de 2017, em relação ao mesmo período de 2015.

Segundo as tabelas, a Secretaria de Segurança Pública e a Defensoria Pública estão na lista dos "não poupadoras".


Em outubro deste ano, o reservatório do Descoberto atingiu nível crítico e os brasilienses passaram a viver à sombra de um rodízio de 48 horas consecutivas.

Até este sábado (2), a ideia não tinha saído do papel, e os gestores do DF ainda estudavam a ideia de agravar os cortes de água.

Os dados constam no site da Companhia de Saneamento Ambiental Resultado de imagem para caesbCaesb), que começou a monitorar os gatos de todos os setores da administração direta e indireta após determinação de um decreto de 2016. Como o texto estava em vias de implementação, a medição de outubro de 2016 foi desconsiderada.


A lista de "maus exemplos" é encabeçada pela Secretaria de Segurança Pública (veja detalhes abaixo).

 

Imagem relacionadaO órgão consumiu 888 mil litros de água em outubro de 2015.

 

No mesmo mês de 2017, foram gastos 114,38 milhões de litros – um aumento de 1278,42%.

Em nota, a secretaria diz que o aumento é causado pela absorção do sistema prisional.


Na segunda colocação, está a Defensoria Pública do DF. O gasto hídrico saltou de 17 mil litros para 135 mil litros, crescimento de 694,12%.

Em nota, o órgão informou que a defensoria está espalhada em 32 núcleos pelo Distrito Federal e que, nos últimos dois anos, teve que deixar os fóruns da Grande Brasília.

“Nos últimos dois anos, alguns destes núcleos precisaram desocupar, a pedido, espaços dentro dos fóruns e locar seu próprio espaço, como o Núcleo de Taguatinga, por exemplo. Isso se traduz em um consumo de água que antes estava atrelado aos fóruns. Outros núcleos estão deixando prédios que tinham a conta de água atreladas ao condomínio, como é o caso de três núcleos que antes funcionavam no Shopping Venâncio 2000 e da sede.”


Figurando no primeiro lugar entre os bons exemplos, a Secretaria de Justiça e Cidadania sofreu o efeito inverso. Dessa forma, o órgão diminuiu de 91,72 milhões de litros para 539 mil litros.

Em nota, ao G1, a Secretaria de Segurança Pública diz que o aumento "se deve à transferência do sistema penitenciário". Segundo a pasta, o sistema "atende atualmente a 15,9 mil internos em seis unidades prisionais e seus visitantes".


A mudança no organograma das secretarias não explica a totalidade dos dados. Isso porque, segundo as planilhas, a economia na Justiça foi de cerca de 90 milhões, e a alta na Segurança, de 113 milhões de litros.

Assim, mesmo que o sistema prisional consumisse todos os 90 milhões de litros "economizados" pela Secretaria de Justiça, a Segurança Pública ainda teria de explicar os outros 23 milhões de litros extras.

 

Bons exemplosResultado de imagem para TORNEIRA FECHADA

 

Na comparação feita pela Caesb, também há prédios públicos que conseguiram reduzir expressivamente o consumo de água.

Além da Secretaria de Justiça e Cidadania – que teve o gasto reduzido, em parte, pelas mudanças explicadas acima –, a Administração Regional do Plano Piloto também foi eficiente na contenção de gastos.

A pasta usou 8 mil litros de água em outubro de 2017. No mesmo período de 2015, foram consumidos 548 mil litros, representando uma economia de 98,54%.

 

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