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REORGANIZAÇÃO: Secretaria de Saúde economizou R$ 313 milhões com licitações em 2017, informa GDF

 

Em 316 certames neste ano, pasta reduziu 46,33% do valor estimado. Com medidas de economia e reorganização, GDF conseguiu, por exemplo, colocar em funcionamento nove tomógrafos da rede e zerar a fila de mamografias

 

A Secretaria de Saúde do DF economizou R$ 313 milhões com licitações neste ano. Em 316 certames da pasta, houve redução de 46,33% entre o valor estimado e o licitado – em 2016 foram 231 pregões e economia de R$ 113 milhões.

O balanço de 2017 é de janeiro a 29 de novembro.

Com essa e outras medidas de economia e reorganização, o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, destaca que foi possível, por exemplo, o reabastecimento de medicamentos, de materiais médico-hospitalares e de reagentes para exames laboratoriais.


Além disso, a pasta investiu em manutenção de equipamentos e espaços físicos, o que resultou em melhor atendimento à população. A manutenção predial — que inclui elevadores e ares-condicionados — passou de 10% de cobertura para 90%.


Os equipamentos de alta complexidade — que somam cerca de 92 mil — contam com 83% de cobertura de contratos de manutenção.

“No ano passado, dos nove tomógrafos da rede tínhamos um funcionando. Hoje, com o contrato de manutenção, todos estão funcionando. Havia um mamógrafo e uma fila de mais 10 mil mulheres aguardando. Fizemos a manutenção [de 11 dos 14 aparelhos], reforçamos o pessoal de radiologia e não há mais fila para mamografia”, destaca Fonseca sobre os resultados obtidos.


Até março de 2017, a rede pública de saúde da Grande Brasília oferecia de 1,5 mil a 2 mil mamografias por mês.

Agora, a oferta é de 5,4 mil exames mensais, e secretaria pode ampliar a capacidade para 7 mil.

Até março de 2017, a rede pública de saúde do Distrito Federal oferecia de 1,5 mil a 2 mil mamografias por mês. Agora, a oferta é de 5,4 mil exames mensais, e secretaria pode ampliar a capacidade para 7 mil

A demanda, no entanto, está em 2 mil pedidos mensais. Por isso, o governo quer ainda incentivar as mulheres de 49 a 71 anos a procurar a unidade de saúde mais próxima.

Além da assinatura de contratos regulares de manutenção dos aparelhos, foram contratados 16 técnicos em radiologia e reorganizadas as horas de servidores das sete regionais de saúde que oferecem o exame.


A mamografia pode ser feita no Hospital Materno-Infantil de Brasília (HMIB) e nos Hospitais Regionais de Ceilândia, do Gama, do Paranoá, de Samambaia, de Santa Maria, de Sobradinho e de Taguatinga.

Parcerias e novos aparelhos para reduzir fila de radioterapia

Medidas semelhantes são adotadas para diminuir a fila de radioterapia, método utilizado no tratamento de câncer. A espera, que já passou de mil pessoas, foi reduzida para 350.

Isso foi possível por meio de:

  • Parceria com o Hospital Sírio-Libanês, que pelo Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), oferece 210 vagas por mês
  • Convênio firmado com Goiás para que pacientes que moram no estado vizinho, mas que estão na fila da capital federal e cidades-satélites, recebam o atendimento na rede goiana

Para reduzir mais a espera, estão previstas para 2018 as instalações de dois novos aceleradores lineares, um no Hospital de Base e outro no Hospital Regional de Taguatinga. Hoje, cada unidade tem um aparelho.

Também vai contribuir para atender mais rapidamente os pacientes, o acelerador linear que foi inaugurado, em novembro, no Hospital Universitário de Brasília. Com ele, a unidade passa a ter dois aparelhos do tipo.

 

O HUB, por meio de contrato com a secretaria de Saúde do GDF, oferta serviços de urgência e emergência a pacientes da rede pública de todo o Distrito Federal.

 

O secretário da pasta lista ainda que, dentro dos esforços de investimentos, 6 mil equipamentos foram comprados e distribuídos para a atenção primária neste ano. Entre eles, estão estetoscópios, esfigmomanômetros (aparelhos de pressão) e sonares para ultrassom em gestantes.

 

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