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TIPO SUPERMAIA: Super Adega é acusada de sonegar R$ 209 milhões em esquema de família

Justiça cobra pagamento de R$ 98 milhões; rendimentos seriam desviados para empresas fantasma de filhos dos donos. Dívidas estão sendo pagas 'normalmente', diz empresa.

Os donos do supermercado atacadista Super Adega, localizado na entrada da Ceasa, são alvos da Justiça por desviar lucros milionários para empresas de fachada dos filhos e, com isso, sonegar o patrimônio da empresa à Fazenda Nacional. A família foi procurada pela TV Globo, mas não comentou o caso.

Segundo as investigações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a dívida da Super Adega corrigida é de R$ 209 milhões em imposto de renda, PIS, Cofins e contribuição social sobre lucro líquido.

Deste valor, está sendo cobrando o pagamento de R$ 98 milhões.

Supermercado atacadista Super Adega, em Brasília (Foto: TV Globo/Reprodução)

No entanto, a Fazenda informou que não consegue obter o montante, porque o atacadista "não tem este patrimônio registrado".


A assessoria jurídica da empresa informou que "todos os débitos reconhecidos pelos empresários estão parcelados" pelo programa de regularização tributária de 2017 e "sendo pagos normalmente".

 

Empresas fantasmas

Super Adega é acusada da desviar lucros para empresas de fachada de filhos dos donos (Foto: TV Globo/Reprodução)

Super Adega é acusada da desviar lucros para empresas de fachada de filhos dos donos

Documentos da Receita Federal, obtidos pela TV Globo, mostram que as empresas de fachada da família atuam no ramo imobiliário e, quase todas, estão cadastradas no mesmo endereço: SIA Trecho 12, Lote 5 – local onde funciona a Super Adega.


Segundo o juiz responsável pelo caso, Alexandre Machado Vasconcelos, há pelo menos oito empresas fantasma administradas pela família para esconder os rendimentos do negócio. Ele explicou que as empresas "não têm atividade econômica que justifique" o patrimônio de quase R$ 110 milhões.

Após as investigações, os bens dessas empresas foram bloqueados, assim como os imóveis dos dois donos "acusados de fraudar credores" para garantir que não sejam vendidos ou desviados.


Ao todo, foram bloqueados cinco terrenos no Noroeste – cada um com valor estimado em R$ 17 milhões –, dois em Sobradinho e outros três no Guará, em Ceilândia e no Gama. De acordo com a Justiça, a maioria dos terrenos foram comprados em leilões da Terracap, com pagamento antecipado.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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