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"BOMBEIRO TRANSTORNADO": Justiça cobra tratamento psiquiátrico para bombeiro que furtou viatura

Segundo defesa, Corpo de Bombeiros tem 24 horas para responder se há capacidade de tratamento no local onde o militar está detido

O juiz Henaldo Silva Moreira, da Vara de Auditoria Militar do Distrito Federal, deu prazo de 24 horas para que o Corpo de Bombeiros esclareça se há possibilidade de prestação de tratamento psiquiátrico adequado no local onde está preso o segundo-sargento Fabrício Marcos de Araújo.

 

 Detido desde domingo (3/12), ele furtou uma viatura da corporação e seguiu, em alta velocidade, rumo ao Congresso Nacional.

 

“Neste sentido, deverá o comandante-geral informar se o Corpo de Bombeiros poderá fornecer meios de tratar o militar no local em que se encontra acautelado ou, em resposta negativa, indicar clínica conveniada e capacitada para tanto”, afirma o advogado, em nota.


Ainda segundo a defesa, com o devido tratamento, poderão “as demais questões envolvendo o caso serem elucidadas no curso da instrução processual”.

A ocorrência de problemas psiquiátricos é o principal argumento dos defensores do sargento Fabrício de Araújo. Em nota divulgada anteriormente, o advogado atribuiu o furto da viatura ao “estresse mental” causado pela pressão do ofício. Cita ainda a morte de um colega e a incapacidade de salvar a mãe de outro bombeiro, durante socorro, como episódios catalisadores para a situação.

A prisão preventiva do segundo-sargento foi decretada em audiência de custódia no dia do incidente.

Ele deve responder pelos crimes de furto qualificado, desobediência, danos ao material da administração militar e tentativa de dano, todos previstos no Código Penal Militar. Somadas, as penas podem chegar a 20 anos de reclusão.

Furto de viatura
O incidente ocorreu à 1h30 de domingo (3). O militar entrou no 8º Grupamento de Bombeiros Militar (Ceilândia), onde é lotado, e furtou o caminhão da companhia. Depois, seguiu em direção ao Congresso Nacional, em alta velocidade. Colegas do quartel disseram que Fabrício chegou para trabalhar brincando e ficaram surpresos quando ele saiu com o veículo. Outro amigo de farda contou ao Metrópoles que o bombeiro era tranquilo e “sempre acalmava a equipe”.

Na altura da Via Estrutural, o motorista foi avistado por equipes da Polícia Militar, que deram diversas ordens de parada, todas desobedecidas pelo bombeiro.

A viatura só parou por volta de 1h50, na via S1, altura da Catedral de Brasília, depois que PMs conseguiram atingir os pneus do automóvel, que derrapou e parou na pista.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) afirma que as apurações preliminares não encontraram indícios de terrorismo.

 Na viatura furtada, um caminhão utilizado para apagar incêndios, com capacidade para 3,5 mil litros de água, foram encontradas duas latas de cerveja.

CBMDF/Divulgação

 

Fonte: *Metropole/Clipping

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