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R$ 1,6 BILHÃO: O prejuízo do Estádio Mané Garrincha que custou o preço de 10 hospitais

Ao que tudo indica, o discurso dos oposicionistas ao antigo governo de que o Estádio Mané Garrincha seria um grande “elefante branco” na área central de Brasília, estava certo.

 Nota publicada na coluna Eixo Capital deste domingo trouxe a informação de que o estádio mais caro da Copa do Mundo de 2014 está há sete meses sem receber uma partida oficial de futebol. É um recorde para a arena que custou R$ 1,6 bilhão.

Entre 28 de agosto de 2016 e 5 de fevereiro de 2017, o estádio ficou pouco mais de cinco meses sem jogos.

 

O estádio de Brasília, com capacidade para 72 mil pessoas.

 

Viveu auge com grandes públicos, porém, apenas no campeonato. Não consegue se pagar e só acumula prejuízos depois do Mundial. Gera um prejuízo anual de mais de R$ 6,4 milhões. Com um custo mensal de R$ 700 mil, o Mané Garrincha tem sobrevivido de shows nacionais, eventos sociais, como formaturas e festas evangélicas, e raros jogos - em 2016, foram 60 eventos, sendo 14 deles partidas de futebol.

 

Enquanto isso, no mesmo ano, em 2016, o atual governo buscava recursos para construir o Hospital do Câncer em Brasília, por exemplo. O valor da obra? Cento e setenta milhões de reais. Ou seja, com o dinheiro do Mané Garrincha, o GDF teria construído 10 hospitais em todo o Distrito Federal.


 

Passados três anos do início da Copa do Mundo no Brasil, o cenário nos estádios construídos para o Mundial é bem diferente de 2014, quando receberam grandes espetáculos de futebol com arquibancadas lotadas.

Hoje, sofrem para preencher as cadeiras e conseguir cobrir os altos gastos de manutenção.


 

A realidade em Brasília reflete o discurso oposicionista de anos atrás quando muitos diziam que a capital não tem tradição do futebol local - e de torcidas que encham estádios.

O que hoje, todos enxergam também como verdade. Entre os 12 estádios construídos ou reformados, cinco são os "elefantes brancos" por serem, de longe, os mais vazios e com mais desafios para eliminar os prejuízos. E o Mané Garrincha está entre os cinco.


 

A estimativa é que os cinco "elefantes brancos" dão um prejuízo anual aos cofres públicos de mais de R$ 30 milhões. E entre os 12 estádios construídos ou reformados para a Copa, só duas arenas não estão tendo suas obras investigadas - o Beira-Rio e a Arena da Baixada (Curitiba). As outras, geraram suspeitas de corrupção, fraude na licitação, superfaturamento e propina paga a políticos das cidades-sede.

 

Fonte: *Via ContextoExato/Clipping

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