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TEATRO NACIONAL ABANDONADO: Manifestação pela reabertura deve atrair 500 pessoas

Segundo secretária adjunta da área, há negociações com a iniciativa privada e o governo federal para bancar a reforma

O Ministério Público do Distrito Federal alegou falta de segurança para recomendar fechamento do Teatro Nacional Cláudio Santoro, há dois anos

 

 

 

Artistas de Brasília se reúnem hoje a partir das 16h30 para dar um abraço simbólico no Teatro Nacional Cláudio Santoro, fechado há dois anos por recomendação do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF), e ainda sem previsão para reabrir as portas. A ideia é pressionar o governo a iniciar as obras.

 

 

Existe um projeto de reforma, encomendado pelo GDF na gestão do petista Agnelo Queiroz, inicialmente orçado em R$ 220 milhões e, um ano depois, recalculado com acréscimo de R$ 70 milhões. Contudo, o novo secretário de Cultura, Guilherme Reis, que prometeu tratar o teatro como prioridade durante sua gestão, qualifica as obras como “algo fora da realidade” neste momento.



Entre as vantagens de dispor de um teatro como aquele está a  estrutura, adequada para atrair grandes espetáculos e não encontrada em outros espaços da cidade. Hoje, portas de vidro foram substituídas por tapumes, parte dos vitrais está quebrada e existe até uma colmeia embaixo de um dos blocos que adornam a edificação.

 

Produtores culturais reclamam que, desde a interdição, ficou mais difícil trazer personalidades para se apresentar emem Brasília. “Existe algum lugar, além do Teatro Nacional, que comporta uma orquestra? E uma ópera? É por essas e outras que precisamos da reabertura”, explicou o bailarino e organizador do Ocupa Com Arte o Teatro Nacional, Valdemar Piauí.



Ele conseguiu atrair a atenção de 1,2 mil pessoas na internet e, segundo estima, ao menos metade deverá comparecer ao abraçaço. “O projeto surgiu no ano passado. Criei a página e comecei a chamar as pessoas que conhecia. Elas compraram a ideia, apareceram outras, e criou-se essa mobilização”, disse. O coordenador acredita que movimento tem ramificações em outros estados brasileiros, e, por isso, deve chamar a atenção das autoridades. “Queremos que a classe artística seja assistida e receba atenção. Nosso ideal é apenas o de ter um lugar para trabalhar”.

 

COMUNIDADE CULTURAL de Brasília aguarda manifestação do governador Rodrigo Rollemberg


Durante a manifestação, o poeta e jornalista Vinícius Borba será o apresentador de uma “batalha” de hip-hop entre artistas locais. “O evento consiste em ocupar uma área pública, mas não tem essa cara de manifesto. Estaremos nos divertindo no lugar que foi criado para isso”, informou Valdemar, acrescentando: “A política é cheia de manobras, mas nós também faremos as nossas”.



A secretária-adjunta de Cultura, Nanan Catalão, garante que o Teatro Nacional continua sendo prioridade para o governo. O problema, segundo ela, é financeiro. “Recebemos o teatro fechado em um contexto de contenção de despesas. Não havia recursos previstos para obras no ano passado, o que tornou impossível viabilizar a reforma”, explica. Com orçamento total de R$ 159,8 milhões previstos para a pasta em 2016, o preço da obra ainda é uma grande dificuldade.



Para contornar o problema, a secretaria tem articulado parcerias com instituições privadas e com o governo federal. As negociações, segundo Nanan, estão em estágio avançado. “Dependemos apenas das respostas institucionais para definirmos um cronograma e um diagnóstico mais detalhado, para que seja possível desenvolver um projeto dentro da nossa capacidade financeira”, esclarece. A expectativa é que a obra fique mais barata, “mas sem prejudicar a qualidade, as reivindicações artísticas e as necessidades apontadas pelo MPDF”, ressalta.

 

 

Fonte: *CB - Clipping

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