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ALÍVIO DAS CHUVAS: Reservatórios de água de Brasilia começam o ano acima das projeções de janeiro; veja

Meta 'pessimista' do Descoberto já foi superada; cenário realista depende das chuvas. Valor esperado do Santa Maria também já foi alcançado; Inmet prevê nuvens acima da média.

As chuvas fortes e frequentes que caíram sobre o Distrito Federal no fim de 2017 ajudaram a elevar o nível dos reservatórios de água que abastecem a Grande Brasília – acima, até, das previsões do governo.

No último domingo (31), as bacias dos Reservatórios do Descoberto e de Santa Maria marcaram 30,1% de preenchimento, um percentual acima das projeções para janeiro de 2018.


Para o Descoberto, responsável pela água de dois terços dos moradores do DF, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa) traçou três cenários entre janeiro e fevereiro – um pessimista, um realista e um otimista.


As três curvas preveem índices de 27%, 32% e 43% em janeiro na bacia, respectivamente. "Oficialmente", apenas a curva realista foi publicada no Diário Oficial do DF.

As outras duas servem apenas como parâmetros informais, para balizar o acompanhamento dos especialistas.

De acordo com a medição de domingo, a Grande Brasília já ultrapassou o cenário pessimista, e deve bater a meta realista ainda na primeira semana de janeiro.

A chegada aos 43% depende do ritmo de chuvas do mês – que, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), deve ficar acima da média histórica.


Segundo a Adasa, para atingir a curva otimista, é preciso que o ritmo de chuvas no Distrito Federal tenha uma alta de 20% em relação à média histórica.

Mesmo nesse caso, não há uma indicação de que o racionamento de um dia chegue ao fim.

Curvas de acompanhamento do Descoberto
Adasa montou três projeções até abril: uma otimista, uma realista e uma pessimista
Volume útil do reservatório 11114343585868687171151532324343505050502727333337373434 Projeção 'otimista' Projeção 'realista' Projeção 'pessimista'Dezembro/17Janeiro/18Fevereiro/18Março/18Abril/18Maio/18020406080
Dezembro/17
● Projeção 'pessimista': 11
Fonte: Adasa

 

No reservatório de Santa Maria, que abastece a área central e algumas regiões "nobres" de Brasília, a situação ao longo da crise hídrica foi um pouco menos grave. Enquanto o Descoberto amargava 5,3%, em novembro, o mínimo atingido pelo Santa Maria no ano foi de 21,6%.

Por isso, a Adasa trabalha com uma única projeção para a barragem. A curva, divulgada em dezembro, prevê que o reservatório alcance 28% em janeiro – uma cifra que já ficou para trás.

Curva de acompanhamento do Santa Maria
Adasa montou projeção até abril, com estimativas do preenchimento da bacia
Volume útil do reservatório 262628283636414146464747Dezembro/17Janeiro/18Fevereiro/18Março/18Abril/18Maio/1820253035404550
Dezembro/17
● : 26
Fonte: Adasa

Historicamente, após o início da temporada de chuvas, os índices nas barragens costumam subir, de modo ininterrupto, até a volta da estiagem (entre março e abril). A última queda de nível no reservatório do Descoberto foi registrada em 25 de novembro, e em Santa Maria, em 1º de dezembro.

 

Dados pendentes

 

Até as 11h40 desta terça-feira (2), os primeiros dados sobre as chuvas de 2018 ainda não estavam disponíveis no sistema da Adasa. Isso porque, desde o dia 31, uma falha na comunicação com o satélite norte-americano contratado pela Agência Nacional de Águas (ANA) impede a transmissão das informações.


"As estações telemétricas dos reservatórios estão funcionando, o problema é no satélite", diz a agência distrital. Isso significa que os dados continuam sendo registrados mas, por falta de contato, não podem ser lidos pelo sistema eletrônico.

Segundo a Adasa, equipes trabalham para resolver a questão "o mais brevemente possível", e os dados serão atualizados assim que a comunicação for restabelecida.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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