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BOLSA FAMÍLIA: 3.605 cadastros na Grande Brasília estão sob suspeita de fraude, demonstra auditoria da CGU

Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (4/1), principal problema encontrado na capital federal é a subdeclaração de renda

Após auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU), 3.605 cadastros do programa Bolsa Família foram cancelados no Distrito Federal.

O número corresponde a 4,2% das 84.769 famílias atendidas pelo benefício.

O prejuízo pode ter chegado a R$ 14,7 milhões num período de dois anos.

Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (4/1), a principal irregularidade detectada na capital federal foi a subdeclaração de renda, ou seja, os beneficiários omitiram rendimentos. A inspeção verificou que 2.876 cadastros na Grande Brasília estão com esse problema.

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 Também foram identificadas pessoas detentoras de bens patrimoniais incompatíveis com a necessidade de receber o auxílio, como automóveis e imóveis.

Até mesmo servidores públicos estavam entre os favorecidos.

As fraudes não são realidade apenas no Distrito Federal. Em todo o país, segundo a auditoria, 346 mil famílias podem ter falsificado a declaração da informação de renda no momento do cadastro – o que representa pagamentos indevidos de até R$ 1,3 bilhão.


Nas situações em que a irregularidade ficar comprovada, após a condução de processo administrativo, serão aplicadas sanções legais, tais como devolução de valor e impossibilidade de retornar ao Programa por um ano, informou a CGU.

 

Resultado de imagem para BOLSA FAMILIA FRAUDADAO levantamento consistiu em um cruzamento das bases de dados do governo com os valores de renda declarados pelos beneficiários no Cadastro Único.

Ao fim dos trabalhos, o órgão identificou, ainda, que mais de 2,5 milhões de famílias recebiam o incentivo com indícios de inconsistência cadastral.


O público-alvo do programa refere-se às 13,5 milhões famílias que vivem em situação de extrema pobreza (renda mensal por pessoa até R$ 85) e de pobreza (renda mensal por pessoa entre R$ 85,01 e R$ 170, desde que tenham em sua composição crianças ou adolescentes de zero a 17 anos).

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A CGU concluiu pela necessidade de aperfeiçoamento nos controles relativos ao processo de cadastramento das famílias.

A expectativa é de que a realização sistematizada de cruzamentos de dados no momento do cadastro, com o fim de confirmar as informações prestadas pelos cidadãos, associado a um melhor fluxo de informações junto aos municípios, diminua o número de declarações inverídicas.

Procurada, a Secretaria de Desenvolvimento Social do GDF não se manifestou sobre as suspeitas de fraude até a publicação desta reportagem.

Já o Ministério do Desenvolvimento Social informou que vem adotando medidas para aperfeiçoar o controle do Cadastro Único, tais como impedimento à habilitação e pagamento do Bolsa Família às famílias cadastradas identificadas com divergência de informação em outras bases de dados oficiais.

O ministério explicou, ainda, que estuda alternativas para automatização dos cruzamentos mensais entre o Cadastro Único e outras bases de dados oficias e que realizará a instauração de processos administrativos de cobrança de ressarcimento, priorizados de acordo com critérios de gravidade e relevância material nos casos de fraude. (Com informações da Agência Estado)

 

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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