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2018 É LOGO ALI: Fraga admite trocar DEM pelo PP e melar estratégia de Filippelli

Ele admite que pode usar a janela de transferência partidária para impedir que Tadeu Filippelli (PMDB), através de alianças, possa ter mais tempo de TV na disputa do GDF

 

 

"Se eu assumir o PP, assumo livre e depois é que vou chamar as pessoas que eu acho que devem ficar no partido” - Alberto Fraga, deputado federal

"Ir para o PP é tão e somente para que o partido não fique na mão do ex-vice-governador Tadeu Filippelli" - Alberto Fraga, deputado federal

A janela de transferência partidária pode servir não apenas para que políticos possam trocar de partido sem perder o mandato, mas, como em um jogo de xadrez, evitar o movimento de possíveis adversários no pleito de 2018. 


Esse é o caso declarado do presidente regional do DEM-DF (Democratas), Alberto Fraga, que pode estar indo para o PP (Partido Progressista), para impedir que aliados de Tadeu Filippelli, presidente regional do PMDB-DF, assumam aquela legenda e, com a manobra, consigam um grande tempo de televisão durante o horário político, nas próximas eleições.


Estratégia

A decisão de Fraga depende apenas da vontade pessoal do deputado federal, assim como uma conversa com a direção do DEM, que também avalia o cenário para 2018 no Distrito Federal. Os democratas estudam a possibilidade de forma uma aliança com partidos considerados de direita e,assim, ter condições de entrar forte na disputa para os cargos majoritários no GDF.


“A minha pretensão de ir para o PP é tão e somente para que o partido não fique na mão do ex-vice-governador Tadeu Filippelli e ele, na sua estratégia de disputar uma campanha eleitoral, não sente na mesa de negociações com dois partidos com grande tempo de televisão (PP e PMDB). Nós precisamos equilibrar as forças e também essa disputa. Fica difícil entrar em uma mesa com quase cinco minutos de televisão e eu, e o próprio Izalci Lucas – presidente interventor do PSDB-DF e possível candidato à majoritária – com apenas um minuto”, declara Alberto Fraga.


Pretensão

O presidente do DEM foi o candidato a deputado federal com maior votação em Brasília na última eleição e nunca negou a pretensão de disputar uma vaga para o Senado e, até para o governo do Distrito Federal. Entretanto, o partido conseguiu eleger apenas o próprio parlamentar, ficando sem representação também na Câmara Legislativa.


A saída de Fraga do DEM depende ainda de uma negociação dentro da própria legenda, já que o deputado federal pretende contar com o apoio do seu atual partido nas eleições de 2018, caso ele se transfira para o PP durante a janela. Por esse motivo, Alberto Fraga pediu ao presidente nacional do PP, Ciro Nogueira mais tempo para que a decisão seja cuidadosamente amadurecida.


“Eu não posso deixar de falar que o presidente do PP, Ciro Nogueira, foi muito compreensivo quando eu pedi mais um tempo para dar uma resposta definitiva. Ele entende que eu não posso sair do Democratas estremecido ou brigando com alguém. Eu vou precisar do DEM lá na frente. Por isso, a coisa tem que ser mais esclarecida para que não existam erros”, conta Fraga.


Outro possível entrave nas negociações, mesmo antes da confirmação de transferência de partido, parece que está superada: a destituição de Benedito Domingos da presidência do PP-DF, desde sua fundação.


“Se eu assumir o PP, depois disso eu deva conversar com o Benedito Domingos e até acatar um ou dois nomes indicados por ele, para poder ampliar o leque político. O Benedito é uma pessoa que me dou muito bem, mas não pretendo, antes disso, ter essa conversa com ele. Mas, se eu assumir o PP, assumo livre e depois é que vou chamar as pessoas que eu acho que devem ficar no partido”, confirma Fraga. O deputado não adiantou, porém, se outros nomes deverão acompanha-lo na sua transferência.


Permanência

Fraga destaca que sua permanência no Democratas também tem suas vantagens, já que o partido ofereceu carta-branca para ele faça a montagem da futura chapa para a disputa das eleições locais em 2018.


“Não há nenhum tipo de rompimento ou estremecimento entre eu e o Democratas. Na quinta-feira (19), em reunião da Executiva, consta em ata, que qualquer decisão de fazer coligação em 2018 ficará totalmente sob minha responsabilidade. Por tanto, o partido confia no meu trabalho, na minha performance e não haverá mais problemas. Eu lamentei muito quando vetaram o nome do ex-governador Joaquim Roriz (PRTB), mas parece que eles entenderam que se equivocaram e me deram carta-branca”, comemora o deputado federal.


Rôney

Outro nome que está na mira do PP é o do deputado federal Rôney Nemer (PMDB). Aliado de primeira hora de Tadeu Filippelli, o parlamentar avalia se sua saída pode estar ligada imediatamente um crescimento político, já que a legenda em Brasília também foi oferecida a ele.


Fontes próximas de Rôney negam que a possível troca de partido tenha como pano de fundo um atrito com Filippelli, acusado por insatisfeitos dentro da sigla, como centralizador e de privilegiar parentes dentro da legenda. 


Ficando ou saindo, analistas políticos consideram que qualquer decisão é favorável  Rôney. 


Ficando, o federal é considerado um bom nome para a disputa da reeleição à Câmara dos Deputados, com status de bom puxador de voto por conta das articulações que ele faz junto a sociedade organizada e servidores públicos.


Saindo, por conta da boa relação com Filippelli, Rôney poderia continuar como um aliado, mesmo em outra legenda e fazer cumprir a “profecia” feita por Alberto Fraga. Um longo tempo de televisão e rádio nas eleições majoritárias.


CLDF

Na Câmara Legislativa, a expectativa para que tanto Fraga quanto Nemer decidam seus destinos também é grande. No PMDB, Robério Negreiro já anunciou sua saída e ainda não definiu seu destino aguardando a movimentação dos congressistas.


Outros nomes, como Cristiano Araújo (PTB), também estão perto de sair de suas legendas e ainda não definiram para onde vão, exatamente aguardando o movimento dos parlamentares de renome nacional.

 

Fonte: *Fatoonline - clipping

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