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CONFUSÃO NA ESTRUTURAL: No primeiro dia de entrega de entulhos, Lixão tem fila e protesto

Após empresas enfrentaram transtorno no começo da manhã, catadores fecham aterro. Polícia Militar está no local

Desde as 7h desta segunda-feira (29/1), caminhões carregados de resíduos da construção civil formaram uma fila na porta do Lixão da Estrutural.

O governo estabeleceu que a área passaria a receber a partir de hoje somente estes entulhos, mas as empresas encontram dificuldades.

Segundo Paulo de Tarcio, proprietário da Loc Vip, mais de 200 caminhões chegaram a ficar enfileirados.

 

Ele diz que desde o dia 20 de dezembro o lixo está parado porque o governo disse que precisava de estrutura para receber o material. “A nova data de entrega foi marcada para hoje (segunda). Primeiro, tinha apenas uma balança para pesar todo o material. Depois, abriram duas, mas agora os catadores fecharam o Lixão”, destacou.


 

Por meio de nota, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) confirmou que, com a desativação do Lixão, o local passa a receber apenas resíduos da construção civil. Segundo o órgão, a área ficou fechada por nove dias para adequações. O congestionamento de caminhões na porta do aterro, ainda de acordo com o SLU, ocorre devido à demanda acumulada.


Também nesta segunda, dezenas de catadores de resíduos fazem protesto na entrada do Lixão. Eles dizem que o governo havia prometido que apenas os trabalhadores que lidam com o resíduo molhado seriam impedidos de entrar no aterro. E que a promessa não estaria sendo cumprida.

Michael Melo/Metrópoles

A catadora Sandra Pereira Montes, 32 anos, disse que, desde o início do projeto de desativação do Lixão, o GDF garantiu que os catadores de entulhos poderiam continuar trabalhando no aterro. “Aqui são vários setores, maciço e a lixeira seca. O GDF fechou o lixo molhado apenas”, destacou.


Segundo Sandra, na quinta-feira (25/1), os trabalhadores foram informados que não poderiam trabalhar no local e, caso insistissem, “seriam recebidos pela polícia”. De acordo a mulher, a única saída para os catadores de entulho seria ir para os galpões, mas não há mais espaço.

“Queremos que alguém do governo diga algo. Sou mãe de família, tenho três filhos, como vou cuidar de casa? Nós só gostaríamos que o GDF tivesse sido honesto e não informado que ficaríamos aqui”, afirma.


Após colocarem fogo em móveis, por volta das 11h40 desta segunda, os catadores de resíduos fecharam a entrada do Lixão com arames. A Polícia Militar está no local, com sprays de pimenta em mãos. O clima é de tensão.

 

Pesagem e cobrança
A partir de 15 de março, o SLU apenas poderá receber resíduos da construção civil para disposição final mediante ressarcimento das despesas, por meio do pagamento de preço público.

Há dois valores por tonelada, que variam se os materiais estão ou não misturados a outros resíduos — R$ 26,91 e R$ 14,68, respectivamente. Os preços estão dispostos na Resolução nº 14, de 15 de setembro de 2016, da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa-DF).


Ficará suspensa a cobrança daqueles que transportarem esse tipo de resíduo dos órgãos e das entidades da administração direta e indireta do DF. Além disso, estarão isentos os prestadores de serviços contratados pelo SLU que coletem resíduos da construção civil de espaços públicos.

As normas estão na Instrução Normativa nº 1, de 17 de janeiro de 2018.

 

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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