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FUGA DA PAPUDA: Rollemberg nega culpa da PM a e promete apurar caso

'Nós vamos investigar, antes de apontar o dedo para qualquer um', afirmou. Declaração 'rebate' secretário de Justiça, que apontou ausência de militares.

"Certamente, a culpa não é da Polícia Militar. Nós temos todo um sistema, a responsabilidade das pessoas que trabalham [no sistema] é fazer o controle interno. Nós vamos investigar, antes de apontar o dedo para qualquer um. Vamos investigar para que, se houver responsáveis por isso, que sejam punidos adequadamente" - Rodrigo Rollemberg;


O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, comentou nesta segunda-feira (22) a fuga de dez presidiários do Complexo Penitenciário da Papuda na manhã de domingo (21).

 

Ele disse que a Polícia Militar não tem culpa, em resposta ao que foi dito pelo secretário de Justiça e Cidadania, João Carlos Souto, de que a presença de policiais militares nas guaritas externas do presídio seriam um "dificultador" para a fuga.


"Certamente, a culpa não é da Polícia Militar. Nós temos todo um sistema, a responsabilidade das pessoas que trabalham [no sistema] é fazer o controle interno. Nós vamos investigar, antes de apontar o dedo para qualquer um. Vamos investigar para que, se houver responsáveis por isso, que sejam punidos adequadamente", declarou Rollemberg.


Em entrevista à TV Globo, Souto afirmou que a ausência de PMs nas guaritas que rodeiam a Papuda facilitou a escapada dos detentos.

Segundo ele, os postos de observação estão desativados desde 2011, e a área externa da unidade não é de responsabilidade da Secretaria de Justiça.


"Se a guarita [da PM] estivesse ocupada e funcionando, seria um dificultador. Mas quero ressaltar que a área externa não diz respeito à Secretaria de Justiça", disse. A Papuda é gerenciada pela pasta, e as polícias Civil e Militar, pela Secretaria de Segurança Pública.

Quatro fugitivos da Penitenciária da Papuda seguiam foragidos até a manhã de segunda (22); no alto, à esquerda, em sentido horário: Seymy Gouveia Lima, Marcos Antônio Moreira dos Santos, Michael da Mata Silva e Francisco dos Santos Alves (Foto: GDF/Reprodução)
Quatro fugitivos da Penitenciária da Papuda seguiam foragidos até a manhã de segunda (22); no alto, à esquerda, em sentido horário: Seymy Gouveia Lima, Marcos Antônio Moreira dos Santos, Michael da Mata Silva e Francisco dos Santos Alves

Em nota enviada à TV Globo, a Polícia Militar informou que só foi acionada cinco horas após a fuga dos internos e que recomenda "uma investigação para apurar a demora". A corporação também diz que "o cuidado com os detentos é responsabilidade dos agentes técnico-penitenciários".


A fuga aconteceu entre 4h30 e 5h30, na madrugada de domingo, mas as equipes da Papuda só notaram a ausência mais de duas horas depois quando fizeram a chamada nominal dos presos, conhecida como "confere". A PM foi acionada às 7h, segundo a secretaria de Justiça.


Fuga e recaptura
Nas fichas policiais do grupo de foragidos constam crimes como homicídios, tráfico de drogas, associação criminosa, receptação e roubo. Dos 10 fugidos, 2 cumpriam pena em regime semiaberto e trabalhavam durante o dia, além de serem beneficiados com os saidões.

Se foram recapturados, eles devem perder o direito aos benefícios.


Até a noite de domingo, seis foragidos tinham sido recapturados. De acordo com a Subsecretaria do Sistema Penitenciário, a maioria deles foi encontrada nos arredores da QI 17 do Lago Sul.

Helicópteros foram usados na operação.


A PDF 1, onde eles cumpriam pena, abriga presos de regime fechado e tem cerca de 3,5 mil internos. Além dela, também ficam na Papuda a PDF 2, a Penitenciária Feminina, o Centro de Detenção Provisória e o Centro de Internação e Reeducação.


O complexo tem 14 mil detentos. Entre os presidiários estão o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato e o ex-deputado Natan Donadon. No início de fevereiro, outros cinco homens fugiram do Centro de Detenção Provisória.


Informações que possam ajudar na recaptura podem ser repassadas pelos seguintes contatos:

Diretoria Penitenciária de Operações Especiais: 3349-1345
Polícia Civil: 197 ou 8626-1197 (WhatsApp)
Polícia Militar: 190

 

Fonte: *G1 - Clipping

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