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4 VEÍCULOS ATINGIDOS: Donos de carros esmagados por desabamento no Eixão serão indenizados, informa GDF

Ideia é fazer conciliação para evitar que assunto se arraste em processo judicial. Retirada de bloco que tombou só deve ser feita na próxima semana.

O governo do Distrito Federal informou ao G1 nesta quinta-feira (15) que vai ressarcir os donos dos quatro carros e do restaurante atingidos pelo bloco de concreto que desabou do viaduto do Eixão Sul, em 6 de fevereiro. A ideia é fazer uma conciliação – para evitar que o assunto se arraste em um processo judicial.


Segundo o Palácio do Buriti, o governo aguarda o contato dos proprietários com a Casa Civil. “Quando isso ocorrer, a Procuradoria-Geral [PG-DF] irá analisar os pedidos de indenização pelos danos causados pelo desabamento de parte do viaduto da Galeria dos Estados”, disse.

"Convido as quatro pessoas que tiveram os carros danificados para uma reunião com a Casa Civil para que sejam ressarcidos", declarou o governador Rodrigo Rollemberg (PSB).


Por ora, não há estimativa do total do prejuízo a ser ressarcido pelo governo.

Na prática, os donos dos carros só terão acesso aos pertences na próxima semana – quando o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) estima que vai retirar o bloco de concreto tombado.

“Vamos ter que dar prioridade à segurança. Então, só vai ser possível acessar quando tiver segurança. Por enquanto, a prioridade é coletar o testemunho [uma amostra] do aço e do concreto para análise da UnB. Só aí é que vai ser possível entrar com o martelo rompedor e fazer a demolição daquele bloco”, disse ao G1 o diretor do DER, Márcio Buzar.

Carros soterrados pelo desabamento de parte do Eixão Sul (Foto: Arquivo pessoal)

Em entrevista na noite de quarta (14), o bancário Lindenberg Silva, dono de um dos carros atingidos, relatou o transtorno que tem sofrido desde o dia do desabamento. No veículo, ele deixou documentos, exames para cirurgia, cartão de crédito, identidade, óculos e roupas. “Estou usando o carro reserva da seguradora desde sábado. Fiquei de terça a sexta sem o carro.”


“É um medo intangível. Naquela semana, eu não dormi, lembrando do barulho e vendo a poeira sobre meu carro.”


A empresária Patrícia Zanatta, que trabalha há oito anos na Galeria dos Estados, é outra que ficou com o carro esmagado pelo bloco de concreto. O veículo tinha sido comprado havia três anos. “Isso influenciou até no movimento da galeria. No dia, eu estacionei e dez minutos depois, quando entrei na loja, ouvi o barulho. Então foi por pouco.”


“No carro, tinha mercadoria, uma sacola de roupas. Ainda não sei como vai ser. A seguradora pediu para aguardar a retirada do carro, mas nada deu certo.”

Análise pela UnB

 

O envio do material à UnB para análise serve como uma espécie de biópsia. Ele pega uma amostra de 15 cm por 20 cm para definir o que fazer do viaduto: se vai ser preciso reconstruir tudo do zero ou se é possível aproveitar parte da estrutura que restou.

Serão medidos pontos como corrosão e resistência da estrutura. A expectativa é de que o laudo demore uma semana para sair.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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