Image and video hosting by TinyPic

 

Image and video hosting by TinyPic

 

compartilhar

DESABAMENTO NO EIXÃO SUL: Advogado aciona na Justiça gestores da Novacap, por queda de viaduto

Em ação popular, Paulo Goyaz entende que Júlio Menegotto e Márcio Buzar, presidente e então diretor de Edificações da empresa, foram omissos

A responsabilidade pelo desabamento do viaduto do Eixão Sul ficou na conta de Henrique Luduvice, exonerado do cargo de diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), mas, no que depender do advogado Paulo Goyaz, gestores da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) também devem responder pela falta de manutenção na estrutura.


Em ação popular protocolada no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) nesta quarta-feira (21/2), Goyaz sustenta que houve omissão da empresa pública e defende o imediato afastamento do presidente, Júlio Menegotto, e do então diretor de Edificações da Novacap, Márcio Buzar.

Este último acabou promovido pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e assumiu o posto de diretor-geral do DER, no lugar de Luduvice.


Resultado de imagem para paulo goyazPaulo Goyaz fundamenta a ação em três processos administrativos que tratavam de reparos nos viadutos da Galeria dos Estados. “Tramitam desde 2012, e está demonstrado que eram urgentes, mas os processos ficaram arquivados 826 dias. Por isso, eles deverão, além de perder os cargos, ressarcir o GDF pelos prejuízos causados em razão do retardamento injustificado”, diz.


 

O defensor lembra que a Novacap tem verba específica para executar tais serviços e dispõe de mais de 100 técnicos capacitados, mas “os dois diretores agiram com omissão dolosa no exercício dos respectivos cargos”.

O advogado ainda comparou a suposta negligência de Menegotto e Buzar à de uma mãe que deixa de amamentar o bebê, causando a morte da criança. “Em ambos os casos, aceitaram o eventual resultado provável e previsto, e assumiram o risco de produzi-lo”, destaca.


DesabamentoResultado de imagem para viaduto caiu em brasilia
O acidente que apavorou a população da capital do país ocorreu por volta das 11h50 do dia 6 de fevereiro. Dezenas de carros no Eixão Sul tiveram de retornar no meio da via, a qual acabou interditada, após duas faixas do asfalto cederem.

A estrutura caiu sobre quatro veículos e um restaurante. O GDF prometeu indenizá-los.

VaiasResultado de imagem para rollemberg visita viaduto
O governador esteve no local e admitiu: o viaduto não passou por manutenção. Ele foi vaiado.

 Professor de engenharia civil da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da Infrasolo, empresa especializada em patologia de edificações, Dickran Berberian explicou que o apoio de uma viga deve ter cedido.

“Segundo a minha experiência, em casos de desabamentos, a estrutura dá um sinal, ou tremor, um barulho. O que caiu não foi uma viga, foi o apoio dela. Acredito que esse viaduto não tenha passado por vistoria. Caso contrário, o governo teria detectado o problema”, disse.

De acordo com ele, “o maior inimigo de qualquer edificação é a água. Desabamentos são mais propícios a ocorrer nessa época de chuva. Se tiver alguma infiltração, os materiais que compõem o viaduto podem ser comprometidos”.

Resultado de imagem para rollemberg visita viadutoA deterioração das estruturas já foi alvo de relatório elaborado pelo Sindicato de Engenharia e Arquitetura (Sinaenco). Nove viadutos do Distrito Federal avaliados pela entidade entre os anos de 2009 e 2011 apresentaram problemas, além das pontes do Bragueto, das Garças e a JK. Foram detectados desde infiltrações e ferros expostos até descolamento do concreto e fendas abertas.


O incidente acabou desgastando a relação de Rodrigo Rollemberg e Henrique Luduvice, o qual acabou exonerado do cargo de diretor do DER.

No mesmo dia, o Metrópoles mostrou que a autarquia deixou de investir mais de R$ 1,2 bilhão do seu orçamento entre 2015 e 2017. Desse total, R$ 4,2 milhões deveriam ser destinados à manutenção de estruturas elevadas da capital do país.

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

COMENTÁRIOS