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DANOS MORAIS: Hospital de Ceilândia é condenado a pagar R$ 40 mil a paciente por diagnóstico falso de HIV

De acordo com processo, profissionais que fizeram 'teste rápido' em mulher e em criança recém-nascida não realizaram contraprova para atestar resultado. Cabe recurso.

Um hospital particular do Distrito Federal foi condenado a pagar uma indenização no valor de R$ 40 mil à família de uma paciente que teria recebido o diagnóstico de "falso positivo" para a contaminação pelo vírus HIV.

A sentença foi divulgada nesta sexta-feira (2). Cabe recurso.

Fachada do Hospital São Francisco, em Ceilândia (Foto: Google/Reprodução)

De acordo com o processo, a paciente deu entrada no Hospital São Francisco, em Ceilândia, para o parto da filha.

O caso aconteceu em 2016. Na ocasião, ela foi submetida a exames de sangue que teriam apontado o resultado como "francamente reagente" ao vírus causador da Aids.

Em seguida, mãe e filha recém-nascida teriam sido separadas e medicadas com antirretrovirais que, segundo o texto, teriam "provocado efeitos colaterais à criança".


"A paciente também teve as mamas enfaixadas, sendo orientada a não amamentar a recém-nascida", diz a decisão. Um exame posterior, chamado de contraprova, concluiu que não havia infecção viral.

O G1 tentou contato com a direção do hospital, mas não teve respostas até a publicação desta reportagem.

 

'Cautela'

 

No entendimento do juiz, o resultado do teste rápido deveria ser acompanhado de uma contraprova antes da divulgação do diagnóstico e da realização de procedimentos terapêuticos.

A recomendação é a mesma feita pelo Ministério da Saúde.

 

"A pesquisa proveniente do Teste Rápido pode apresentar resultado 'falso reagente', como foi o caso."

 

"Desenvolvendo a atividade que desenvolve, deveria o réu cercar-se de todas as cautelas para que um diagnóstico falso positivo não viesse a desencadear tamanho sofrimento aos seus pacientes", afirmou o magistrado.


 

Danos morais

 

Ao longo do processo, a paciente narra, ainda, ter sofrido "choque emocional" e ofensas motivadas pela acusação de infidelidade conjugal. Nos autos, a mulher contou que foi vítima de "preconceito por parte dos agentes de saúde" do hospital, que "expuseram os fatos a outros pacientes e acompanhantes".

Como compensação por danos morais, a sentença determinou o pagamento de R$ 15 mil para a mãe, R$ 15 mil para o marido e R$ 10 mil para a criança.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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