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QUEDA DO VIADUTO: Após laudo da UnB, GDF joga para frente decisão sobre viaduto do Eixão. VEJA VÍDEO

De acordo com o diretor do DER, Márcio Buzar, há consenso a respeito da demolição da base dos pilares e não referente à laje da estrutura

Um dia após a Universidade de Brasília (UnB) divulgar o resultado das análises técnicas e recomendar a demolição total do viaduto que desabou no Eixão Sul, o GDF recuou na decisão de recuperar toda a estrutura.

 

Pelo menos por enquanto.

Agora, a comissão formada para cuidar do assunto vai esperar o laudo da universidade e anunciar o que será feito na próxima semana.


Segundo o diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Márcio Buzar, existe um consenso sobre demolição das asas (topo dos pilares), mas ainda não há decisão para a derrubada do tabuleiro (laje).

“Enquanto o Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) e o professor (Pedro Almeida, da USP) indicam a recuperação, a UnB recomenda a demolição total”, disse.


De acordo com Buzar, o governo vai levar em consideração os dois relatórios, observando critérios de segurança, durabilidade e custo. “É importante afirmar que fizemos as alças para o trânsito fluir bem e termos a condição de tomar uma posição com tranquilidade”, ressaltou.


Especialista em análise de estruturas, Pedro Almeida disse, em coletiva à imprensa nesta quinta-feira (8/3), que todo o tabuleiro do viaduto pode ser recuperado. “Devem ser demolidos e reconstruídos os balanços dos pilares”, pontuou.


Responsável pela análise técnica da estrutura que desabou no dia 6 de fevereiro, a equipe da UnB tem um entendimento diferente. Ninguém da universidade participou da coletiva na Casa Civil nesta quinta.

“Pela nossa avaliação, levando em conta os ensaios e a simulação numérica, a gente acha que é melhor fazer uma demolição. A nova solução tem de ser e parecer segura para a população”, afirmou o professor José Humberto Matias de Paula, em atendimento à imprensa na quarta (7).


Com base nas análises realizadas com amostras do concreto do elevado, os profissionais apontam que o grau de deterioração da construção recebeu pontuação de 240.

Membro do grupo responsável pelas análises, Marcos Honorato de Oliveira destaca ser um índice altíssimo. “Até 100, é crítico. A aplicação da metodologia apresentou uma pontuação de 240. O grau de deterioração da estrutura, portanto, é muito crítico”, diz o integrante da comissão.

 

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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