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CRIME DA 113 SUL: Justiça suspende julgamento sobre pena de ex-delegada Martha Vargas

Pedido de revisão do caso adiou sessão; pena está prevista em 16 anos. Triplo assassinato ocorreu em 2009.

A Justiça do Distrito Federal adiou para uma próxima sessão o julgamento, em segunda instância, da ex-delegada Martha Vargas.

 

Ela conduziu o início das investigações do caso que ficou conhecido como crime da 113 Sul – local onde foram mortos o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral José Guilherme Villela, a mulher dele e a empregada da família, em 2009.


Durante o primeiro dia de julgamento, nesta quinta-feira (8), dois dos três desembargadores com direito ao voto foram favoráveis ao aumento de pena da acusada.

 

Até então, o previsto eram 16 anos e 10 dias de reclusão.

Após recurso interposto pelo Ministério Público do Distrito Federal (MP), a detenção prevista passou para mais dois dias.

No entanto, caso o terceiro desembargador responsável por analisar o caso decida pelo voto contrário aos colegas magistrados, tanto a acusação quanto a defesa de Martha Vargas podem apresentar recurso à decisão.

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MARTA VARGAS

 

Já a aposentadoria da ex-delegada, no entendimento dos desembargadores da 2ª Turma Criminal, deverá ser mantida.

 

Anteriormente, o juiz tinah determinado a cassação do benefício. Com mais de 30 anos de profissão, Marta se aposentou durante o processo na Justiça que a acusava dos crimes de tortura de três supostos autores de homicídio, além dos crimes de fraude processual e violação de sigilo.


Acusações

 

No recurso apresentado pelo MP, consta que, ao longo de oito meses, a delegada se baseou em informações de uma vidente para dar andamento às investigações sobre a morte da família do ex-ministro.


“Houve violação de sigilo funcional. A acusada pautou investigações em uma vidente, isso é inaceitável para qualquer agente público”, afirma a promotora de Justiça. Ainda segundo o MP, na época em que estava à frente do caso, Martha “ordenou” a prática de “tortura física e psicológica” nos três, então suspeitos, para que confessassem os crimes.


Como exemplos de tortura, a promotora cita o “uso de sacos plásticos para sufocar”, “banhos frios durante a madrugada”, e “agressões”, supostamente, por parte de um dos policiais que atuava na 1ª DP.

 

“Como não havia confissão, a delegada determinava que voltasse ao local da tortura para que voltasse a apanhar.”

 

 

O que diz a defesa

 

Apesar das acusações, o advogado de defesa da Martha, Paulo Suzano, diz que as práticas de tortura alegadas pelo MP não passam de “conversa fiada”. O representante da ex-delegada em juízo, disse, ainda, que a decisão do juiz de primeira instância – que determinou 16 anos e 10 dias de reclusão – é uma “sentença medonha”.


Sobre as alegações de tortura psicológica por parte de Martha, Suzano esclareceu que “o fato da delegada dizer que ‘já tinha descoberto tudo’, ‘que era para ele assumir porque seria beneficiado’ é uma afirmação comum ao meio policial", afirmou.

 

“Coisa assim acontece até na Dinamarca, quem dirá nas terras tupiniquins”.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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