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FRAUDE NO DFTRANS: Servidor voltou a usar senha para burlar sistema após deixar prisão em 2017

Servidor da Secretaria de Mobilidade Pedro Jorge Brasil foi detido ano passado na operação Check List. Ele é um dos alvo da megaoperação desta quinta.

O DFTrans informou que o auditor fiscal e servidor da Secretaria de Mobilidade Pedro Jorge Brasil – um dos alvos da megaoperação que desmascarou fraudes no Sistema de Bilhetagem Automática (SBA) do Distrito Federal nesta quinta-feira (15) – voltou a usar a senha de acesso ao sistema do departamento no mesmo dia em que deixou a prisão, em outubro de 2017.

 

Pedro Jorge já havia sido detido na Operação Check List, deflagrada no ano passado.

Segundo o presidente do DFTrans, Léo Carlos Cruz, a primeira fraude do servidor identificada foi no valor de R$ 20 mil.

 

O departamento estima que o prejuízo total causado apenas pela ação de Pedro Jorge seja de aproximadamente R$ 3,5 milhões. A quantia era diluída entre as cooperativas que participavam do esquema, afirma Cruz.Pedro Jorge Brasil e a mulher, Hedvane Ferreira, presos na Operação Trickste (Foto: Facebook/Reprodução)

 


Pedro Jorge Brasil e a mulher, Hedvane Ferreira, presos na Operação Trickste 


“O DFTrans não sabia que a senha do Pedro Jorge ainda existia e que ela tinha a capacidade de operar o sistema dessa forma.”

 

De acordo com o presidente do DFTrans, a senha do servidor não foi bloqueada antes por orientação da polícia.

Pedro Jorge Brasil, no momento da prisão (Foto: TV Globo/Reprodução)

Pedro Jorge Brasil, no momento da prisão

As investigações indicam que Pedro Jorge liderava o grupo criminoso.

Ele foi detido na manhã desta quinta-feira (15) durante a Operação Trickste. A mulher dele, Hedvane Ferreira, também foi presa.

Resultado de imagem para pedro jorge brasilO salário líquido do auditor é de R$ 13.228,46.

 

Ele teria criado empresas fantasmas e se aproveitado da condição de fiscal de atividades urbanas para vincular funcionários falsos às empresas.


Essas pessoas passavam a receber vale-transporte para usar o serviço irregularmente na Grande Brasília.

A divisão de tarefas, de acordo com o GDF:

 

  • Inseridores: colocavam as empresas fantasmas e os funcionários falsos no sistema do DFTrans, dando início ao esquema;
  • Validadores: validavam a compra de crédito de vale-transporte para os cartões gerados de forma fraudulenta;
  • Descarregadores: permissionários que descarregavam os cartões nos ônibus; transformavam os créditos do vale-transporte em dinheiro em espécie.

 

 

Quem participava

 

Segundo as investigações, Pedro Jorge contava com o apoio de um analista de sistemas, que inseria no sistema do DFTrans as empresas inexistentes. Outros funcionários do departamento atualizavam senhas de acesso ao sistema.

O grupo descarregava os créditos dos cartões de vale-transporte nos validadores de ônibus que faziam trajetos rurais de forma sequencial e em linhas distintas. Ainda de acordo com as investigações, a última "equipe", que transformava créditos fictícios em dinheiro em espécie, tinha pessoas físicas e jurídicas prestadoras do serviço de transporte público.


Megaoperação

 

Na manhã desta quinta, a Polícia Civil e o Ministério Público cumpriram 34 dos 45 mandados de prisão temporária expedidos – os documentos fazem referência a 40 suspeitos de integrar o esquema.

As investigações envolvem dois núcleos da Polícia Civil: a Coordenação de Repressão a Fraudes (Corf), que investiga a descarga ilegal dos cartões, e a Coordenação de Combate ao Crime Organizado (Cecor), que apura a conversão desses créditos descontados em dinheiro.


Até o início da tarde, o MP distrital ainda estudava quais medidas judiciais e administrativas poderiam ser tomadas para interferir na gestão do DFTrans e reduzir a ocorrência de fraudes. Além da própria autarquia, a empresa Transdata – responsável pelo sistema eletrônico – poderá ser acionada.

Posto do DFTrans no Plano Piloto, em Brasília (Foto: Renato Araújo/Agência Brasília)

Posto do DFTrans no Plano Piloto

“Essas organizações criminosas descobriram uma mina de ouro. Se aproveitaram da extrema fragilidade do sistema”, diz a promotora de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) do Ministério Público do DF, Helena Daher.

A estimativa da polícia é de que os desvios desde 2014 ultrapassem R$ 1 bilhão. A Justiça autorizou que a investigação tenha acesso ao banco de dados do sistema administrado pelo DFTrans para analisar o tamanho do rombo nos cofres públicos.

As prisões foram feitas na Grande Brasília, em Valparaíso (GO), na Cidade Ocidental (GO), em João Pessoa (PB) e no Recife (PE).

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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