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TERIA EMBOLSADO DINHEIRO: Justiça concede liminar a advogado que teve carteira suspensa pela OAB

Uma punição aplicada ao presidente da subseção da OAB em Taguatinga, cidade-satélite de Brasília, movimentou os bastidores da advocacia no Distrito Federal.

Lairson Rodrigues Bueno teve sua carteira funcional suspensa depois que um processo administrativo movido contra ele foi liquidado.


O advogado foi responsabilizado por, supostamente, embolsar o dinheiro de custas processuais de um cliente.

Ao ser questionado pelo contratante, abandonou a causa.

O fato que deu margem para a ação administrativa aconteceu em 2010, mas o julgamento de Bueno por seus pares só ocorreu no início deste mês.


Nesta quinta-feira (22/3), no entanto, houve uma reviravolta no caso.

O advogado que responde pela maior subseção da OAB na Grande Brasília conseguiu evitar a suspensão de sua carteira na Justiça por meio de uma liminar.

A medida provisória é assinada pelo juiz Bruno Anderson Santos da Silva, da 3ª Vara Federal Cível do Distrito Federal.


 

“O processo é de 2010 e foi desenterrado e julgado às pressas, sem o conhecimento do Bueno. Um dos motivos alegados é que ele não teria sido localizado. Mas como é possível o presidente da maior subseção da OAB-DF não ser localizado para responder a um processo contra ele na OAB-DF?”, questionou Max Telesca, defensor de Bueno na causa. Ele é ex-presidente do Tribunal de Ética da OAB-DF.


Curso normal
O presidente da OAB-DF, Juliano Costa Couto, afirma que o processo contra o colega seguiu o curso normal. Ele diz que Bueno respondia a, pelo menos, cinco ações no Tribunal de Ética e Disciplina do órgão.

“O processo que ensejou essa punição transitou em julgado em 2016. O doutor Lairson Bueno chegou a atravessar uma petição alegando nulidades. Mas o pedido não foi acolhido. Ele tem dito que é represália, mas não é. Achava que a punição não seria aplicada porque era presidente da maior subseção da OAB no Distrito Federal. Nós, no entanto, estamos dando demonstração de que essa gestão é republicana e a lei vale para todos”, reagiu Costa Couto.

Até o julgamento do mérito, Bueno continua como presidente da subseção de Taguatinga, importância para a qual foi eleito em 2015, ao lado de Juliano Costa Couto.

Confira a decisão:

 

Fonte: *Grande Angular/Lilian Tahan

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