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FELINO NO CERRADO: Ameaçada de extinção, onça-pintada é flagrada no Parque Nacional. VEJA VÍDEO

Imagem foi captada por uma armadilha fotográfica no final do ano passado

Uma onça-pintada foi flagrada no interior do Parque Nacional de Brasília. O animal, que deve ser um macho, foi visto em uma área muito distante da visitação por meio de uma armadilha fotográfica.

Desde a criação da área ambiental, em 1961, não existiam registros visuais que comprovassem a existência da onça-pintada no local.

 

O registro é comemorado pelos pesquisadores e pelo Parque, já que é considerado uma espécie extinta dentro da unidade de conservação.

“A descoberta do felino no cerrado é uma vitória que demonstra a importância do Parque Nacional de Brasília para a conservação deste bioma no Distrito Federal, extremamente ameaçado e que já perdeu mais de 50% de sua cobertura original no Brasil”, ressalta a chefe do Núcleo de Gestão Integrada Brasília-Contagem, que engloba o Parque Nacional de Brasília e a Reserva Biológica da Contagem, Juliana de Barros Alves.


Trata-se de um animal ameaçado de extinção e atualmente com escassos registros no cerrado.

 

A imagem foi flagrada por um grupo de seis biólogos da instituição Brasília é o Bicho no final do ano de 2017, e publicada na semana passada no Facebook.

O grupo já esteve no local no mês passado e encontrou pegadas da onça.

 

Eles, inclusive, estão monitorando o local onde a onça-pintada foi encontrada para entender se ela está de passagem ou se estabeleceu seu território na área do Parque.

“Se ela está lá, é sinal de qualidade do meio ambiente, já que a onça é um animal exigente, necessita de uma grande área para circular e de alimentos como porco selvagem, viado, capivara”, explica o biólogo do Brasília é o Bicho, Fábio Hudson Souza Soares, que comemora a descoberta da onça.


E para quem treme só de pensar em dar de cara com a onça, saiba que ela tem mais medo ainda do ser humano e evita qualquer contato, segundo os especialistas. Eles dizem que a onça foi vista em uma área muito distante do espaço reservado à visitação do parque, que é de somente 1% de toda da área da unidade de conservação.

Com informações do ICMBio

 

 

 

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