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OPERAÇÃO PRÓLOGO: Polícia Civil volta a "prender presos" batizados por facção criminosa

Cinco foram identificados na segunda fase da operação Prólogo; se condenados, penas serão somadas ao cumprimento atual.

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta sexta-feira (27), a segunda fase da Operação Prólogo, que tenta evitar a ampliação do trabalho de facções em presídios de Brasília. 

Somada com a primeira, deflagrada na terça, 18 pessoas que já cumpriam pena em regime fechado foram presas na Papuda, em Águas Lindas (GO) e no Novo Gama (GO).

Na terça, 13 mandados de prisão preventiva e busca e apreensão foram cumpridos no Complexo Prisional da Papuda, em Brasília.

 

Hoje, outras cinco pessoas foram presas – uma delas já cumpre pena por homicídio.

De acordo com o diretor da Divisão de Repressão a Facções Criminosas, Jonas Bessa, o objetivo da prisão de pessoas já reclusas é desestimular outros detentos ou pessoas livres a ingressarem nesta ou em qualquer facção criminosa.

 

"Muitos desses presidiários já estavam próximos de serem colocados em liberdade. A investigação vai impedir isso."

 

Entre os objetos encontrados nas celas, estavam seis aparelhos celulares, carregadores, anotações com conteúdo criminoso e "pequenas porções" de maconha.

Segundo Bessa, os telefones serão encaminhados para perícia. "Tentaremos analisar o conteúdo das ligações", disse.

Os detidos foram indiciados pelo crime de organização criminosa e estão sujeitos a uma ampliação de 3 a 8 anos na pena.

Anotação de caderno apreendido pela Polícia Civil registra integrante de facção organizada no DF (Foto: Reprodução)

Anotação de caderno apreendido pela Polícia Civil registra integrante de facção organizada

Investigação longa

 

O trabalho de investigação de facções que atuam em unidades prisionais próximas e dentro do Distrito Federal já dura mais de 18 anos.

De acordo com o investigador, esses grupos atuam de forma coordenada no país inteiro.

 

"Nós conseguimos registrar teleconferências de mais de duas horas feitas de vários estados do país".

 

Para ele, porém, as deflagrações recentes não são motivo de alarde. "Até hoje nenhuma dessas facções conseguiram se instalar e irradiar no DF", disse.

As ações da investigação são conduzidas pela Coordenação de Combate ao Crime Organizado, ao Crime contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (Cecor-DF), em apoio com instituições de segurança de Goiás.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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