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ALUCINÓGENOS, NA OPERAÇÃO K9: Veterinários e empresário são presos no Plano e Taguá por tráfico de anestésicos

Em seres humanos, uma dose de cetamina pode causar overdose. Trio responderá por tráfico de drogas.

Policiais civis recolhem caixas de anestésicos para animais vendidos como drogas por veterinário

Dois veterinários e um empresário do Distrito Federal foram presos nesta quinta-feira (17) por traficar cetamina, um medicamento usado como anestésico em animais de pequeno e grande porte.

 

A operação da Polícia Civil os encontrou dentro das lojas em que trabalhavam – uma na entrequadra 714/715, na Asa Norte, e outra em Taguatinga.

Policiais civis recolhem caixas de anestésicos para animais vendidos como drogas por veterinário do DF (Foto: Vinícius Cassela/G1)

No local, foram encontradas caixas de Acepran, Anasedan e Pulmonil – este último, presente na lista de medicamentos procurados pela polícia. "Ele vai ser preso em flagrante por tráfico de drogas", afirmou o delegado-chefe da 1ª DP, Ataliba Neto.

Segundo outro delegado responsável pela operação, Paulo Fecury, a característica principal desse tipo de medicamento, geralmente vendido em festas, é o fato de ele ser "altamente viciante". "Uma pequena dose já pode ser suficiente para overdose", disse.

 

"Em seres humanos, esses remédios causam uma sensação de anestesia mais forte que as drogas normais e, misturado com outras drogas, tem grande potencial de alucinógeno."

 

A polícia apreendeu mais de 60 ampolas e R$ 40,9 mil em espécie no apartamento do empresário João Filho Neto Sousa Costa. Os veterinários presos são Jader da Cruz Fayad e Gustavo Ferreira Santiago. Em depoimento, o empresário afirmou que o dinheiro era capital de giro do pet shop.

Medicamentos oferecidos pelos veterinários presos em operação da Polícia Civil (Foto: Reprodução/Polícia Civil) 
Medicamentos oferecidos pelos veterinários presos em operação da Polícia Civil

Operação K-9

 

As prisões fazem parte da Operação K-9, que tenta desarticular o esquema do qual os veterinários e o empresário faziam parte. Segundo as investigações, os profissionais têm acesso livre à compra dos medicamentos, cuja venda requer "autorização especial" da Vigilância Sanitária e do Ministério da Agricultura.

"Em abril do ano passado, registramos a morte de um médico anestesista. A princípio, imaginávamos que era suicídio, mas, depois de investigar, verificamos que era overdose por anestésicos", disse Fecury.

 

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do DF ajudou a Polícia Civil na operação e pode punir os alvos da investigação. "A cetamina é um anestésico dissociativo. Ele não faz o animal dormir, mas o deixa incapaz de interagir com o meio ambiente. A pessoa que o consumir perde a percepção do mundo", disse o conselheiro do órgão Rafael Silva de Souza.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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