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PARANDO RODOVIAS: Em dia de protesto de caminhoneiros, Petrobras eleva diesel e gasolina

Categoria fecha vias e rodovias em pelo menos 18 estados contra o preço do diesel. No Distrito Federal, movimento não teve grande adesão

Caminhoneiros fecharam parte da BR-070, Taguatinga-Águas Lindas, na tarde desta segunda-feira (21) em um ato contra o aumento do diesel.

A manifestação dificultou o trânsito no fim da tarde e gerou quilômetros de engarrafamento no sentido Plano Piloto-Águas Lindas.

Para facilitar a volta para casa, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) liberou as faixas exclusivas de ônibus da EPTG e da EPNB até as 23h59 desta segunda.

Mesmo assim, por volta das 18h40, as duas rodovias e a Via Estrutural estavam praticamente paradas.

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Ao contrário de outras unidades da Federação, onde os protestos começaram por voltas das 6h, no Distrito Federal os reflexos do movimento só foram sentidos no início da tarde, quando cerca de 50 guinchos fizeram uma carreata pela área central de Brasília, interditando uma das faixas do Eixo Monumental.

Os veículos saíram do estacionamento do Estádio Mané Garrincha, foram até o Congresso e retornaram.

 

 

Outro grupo se concentrou no Riacho Fundo I e ocupou a faixa da esquerda da Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB). Por volta das 12h30, eles saíram em direção à BR-060. Na Região do Entorno do Distrito Federal, são quatro pontos de bloqueios parciais, com 70 caminhões, nas BRs 020 (Formosa), 040 (Luziânia), 050 (Cristalina) e 080 (Padre Bernardo). Segundo a PRF, a manifestação foi pacífica e seguiu nos dois sentido.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF-DF), a manifestação começou às 16h e terminou por volta das 19h. Nesse intervalo, os caminhoneiros chegaram a liberar o trânsito para veículos leves, mas mantiveram a via parcialmente fechada.

No início do ato, cerca de 20 caminhoneiros atearam fogo em pneus espalhados pela pista na altura do km 10 (próximo ao Recanto das Emas).

A área foi limpa antes do horário de pico, segundo a PRF.

 

Diesel e protestos

Via Estrutural, no DF, com trânsito intenso durante ato de caminhoneiros (Foto: Marcela Lemgruber/G1)

 

Desde o início da segunda-feira, pelo menos 18 estados e o Distrito Federal registraram protestos de caminhoneiros contra a nova alta do diesel.

O reajuste de 0,97% nas refinarias passa a valer nesta terça (22).

Na semana passada, foram cinco reajustes diários seguidos.

A escalada dos preços acontece em meio à disparada dos valores internacionais do petróleo.

A Petrobras diz que as revisões podem ou não refletir para o consumidor final – isso depende dos postos.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de 8% no ano.

Evolução dos preços cobrados pela Petrobras nas refinarias nos últimos dias (Foto: Divulgação) (Foto: Divulgação)

Evolução dos preços cobrados pela Petrobras nas refinarias nos últimos dias

O que diz a Petrobras

 

A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho do ano passado.

Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente. Na semana passada, foram 5 reajustes diários seguidos.

No acumulado somente na semana passada, a alta chegou a 6,98% nos preços da gasolina e de 5,98% no diesel.

Desde julho de 2017, o preço da gasolina comercializada nas refinarias acumula alta de 58,76% e o do diesel, valorização de 59,32%, segundo o Valor Online.

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Fonte: *Via G1/Clipping/Metropole

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