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GREVE DOS CAMINHONEIROS: Sem combustível, motoristas esgotam estoques de álcool em farmácias

O produto com teor de 93 ºGL pode ser utilizado em situações emergenciais para abastecer carros flex

A crise de combustível que assola o país está fazendo com que os motoristas adotem medidas pouco convencionais.

 

Donos de farmácias do Distrito Federal estão vendo seus estoques de álcool sumirem das prateleiras por conta de consumidores que estão utilizando os produtos para abastecer os veículos.Resultado de imagem para ALCOOL DE FARMACIA NO CARRO

De acordo com Uesder Gomes, gerente da Fort Farma, a procura pelo líquido aumentou de forma considerável nos últimos dias.

“Vendemos diariamente entre duas e três unidades. Nos últimos três dias comercializamos 84 garrafas”, calcula. Segundo ele, a procura se dá tanto por donos de motocicletas como de automóveis de passeio.


Fernando Braga/Metrópoles

Uesder Gomes: vendas diárias de álcool saltaram de três para 24 unidades

 “O cliente que levou a nossa última unidade disse que perguntou para um frentista de posto se poderia utilizar esse tipo de produto para abastecer a moto e foi informado que não havia problema. Como ele queria só um pouco para conseguir chegar até o destino, decidiu colocar”, conta. Segundo Gomes, o estoque de sua loja está esgotado. Cada garrafa de um litro é vendido, em média, por R$ 7.

Josué Rocha, gerente da Drogaria Express, em Taguatinga, explica que notou o aumento pela demanda começou a partir da última quinta-feira (24/5). “A procura cresceu quando começou a faltar combustível nos postos. Então eles (os clientes) passaram a buscar o álcool, tanto em supermercado, quanto em farmácias”, aponta. Porém, segundo ele, o uso do produto é restrito. “Não é aconselhável, por exemplo, a utilização de álcool acima de 70º GL”, diz.

Fernando Braga/Metrópoles

Josué Rocha: estoque esgotado com procura repentina

 Ele tem razão. Apesar de soar estranho, é possível, sim, usar, em casos de extrema urgência, um tipo específico de álcool vendido em farmácias em carros flex. Porém, é preciso se atentar à graduação ºGL (Gay Lussac) informada nas embalagens. Esse tipo de medida indica a concentração de álcool puro existente em cada 100 ml de mistura com água. Para se ter uma ideia, o etanol hidratado vendido nos postos de combustível tem um teor de 93 ºGL, o que indica que em cada litro há 930 ml de álcool puro e 70 ml de água (7%).


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Em entrevista ao site Auto Papo, o diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Rogério Gonçalves, explica que álcool com graduação de 54%GL (encontrado em supermercados e utilizados para limpeza doméstica) não consegue ser vaporizado e dificilmente faz o motor a combustão funcionar.

No entanto, o álcool acima de 93º GL disponível em farmácias pode ser usado em automóveis bicombustíveis, pois a sua graduação é maior que a do etanol comercializado nos postos. Porém, vale ressaltar que a medida é apenas para situações emergenciais – o que para muitos significa a que o país atravessa no momento.


 

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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