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CRIME DA 113 SUL: Ex-delegada Martha Vargas tenta recurso no STJ 2 meses após condenação em 2ª instância

Mesmo condenada por usar vidente em investigação e plantar provas, ela continua em liberdade.

Dois meses após ter sido condenada em segunda instância, a ex-delegada Martha Vargas apresentou novo recurso contra a sentença da Justiça do Distrito Federal.

Desta vez, a defesa dela tenta reverter no Superior Tribunal de Justiça (STJ) a condenação a 16 anos de prisão pela má condução das investigações do caso que ficou conhecido como "crime da 113 Sul".


O nome faz referência à quadra onde foram mortos o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, a mulher dele e a empregada da família, em 2009.

Resultado de imagem para crime da 113 sulMartha Vargas atuou no início das investigações do caso, quando se baseou em informações de uma vidente para conduzir o inquérito (veja detalhes abaixo).

Antes de o recurso especial “subir” para o STJ, ele precisa ser autorizado pelo presidente do TJ-DF.

Isso acontece caso seja verificada a possibilidade de ferimento a leis federais.

Mesmo condenada em segunda instância, a ex-delegada continuava em liberdade até esta sexta-feira (22). O G1 não conseguiu contato com a defesa dela.


Outros recursos

 

Esta não é o primeira tentativa de reverter a sentença. Em 7 de junho, o TJ julgou embargos de declaração apresentados pela ex-delegada.

Esse tipo de recurso serve para esclarecer pontos na decisão considerados ambíguos.

Para a defesa, os desembargadores foram contraditórios no voto. Esse argumento foi rejeitado. “Os pontos suscitados pela defesa foram plenamente analisados [...], não havendo falar em qualquer vício a ser sanado.”


Um outro recurso foi o que questionou a decisão de primeira instância.

O TJ também negou a apelação e ainda ampliou a pena definida anteriormente. O aumento, no entanto, foi de apenas 48 horas – de 16 anos e 10 dias para 16 anos e 12 dias de reclusão. Em termos percentuais, a pena foi elevada em 0,00034%.

Na sessão, os desembargadores também decidiram manter a aposentadoria da ex-delegada – que chegou a ser cassada pelo juiz de primeira instância.

Com mais de 30 anos de profissão, Marta se aposentou durante o processo na Justiça que a acusava dos crimes de tortura de três supostos autores de homicídio, além dos crimes de fraude processual e violação de sigilo.

Entenda o casoResultado de imagem para crime da 113 sul

 

O ex-ministro do TSE José Guilherme Villela, a mulher dele e a empregada da família foram encontrados mortos com 78 facadas no dia 31 de agosto de 2009. O caso ficou conhecido como “o crime da 113 Sul”, em referência ao endereço onde a família morava.

Os corpos foram encontrados em estado de decomposição.

 

Uma neta do casal afirmou à polícia que os avós não teriam aparecido na sexta-feira anterior à descoberta dos corpos ao escritório de advocacia que Villela mantinha em Brasília.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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