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CAIXA DE PANDORA: STF nega habeas corpus ao ex-governador José Roberto Arruda

Ele foi denunciado por crimes de falsidade ideológica e corrupção de testemunha durante Operação Caixa de Pandora. Defesa buscava direito de produzir novas provas.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o habeas corpus pedido pela defesa do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

A defesa de Arruda buscava o direito de produzir novas provas em ação penal a que ele responde na Justiça do DF.

A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (9) pelo tribunal.

 

O ex-governador foi denunciado pela suposta prática dos crimes de falsidade ideológica e de corrupção de testemunha na operação que ficou conhecida como Caixa de Pandora.

Segundo a denúncia, ele teria oferecido, por meio de corréu, vantagem a um jornalista para que ele fizesse declarações falsas em seu favor durante a investigação.

Os advogados do ex-governador alegaram que "a negativa de produção de novas provas violaria os princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal".


Para o ministro Luiz Fux, "não há qualquer flagrante ilegalidade ou abuso de poder" que autorizasse a concessão do habeas corpus. O magistrado disse ainda que "não há que se falar em nulidade decorrente do suposto cerceamento de defesa”.

 

Os autos

 

De acordo com os autos, após o interrogatório dos réus e a manifestação final das partes, a defesa de Arruda requereu quebra de sigilos bancários e fiscais, bem como a oitiva de novas testemunhas.

As razões seriam saques de grande quantidade de dinheiro e aquisição de imóveis por uma suposta vítima do ex-governador.


Os pedidos, no entanto, foram negados pela 7ª Vara Criminal de Brasília, na qual o juiz considerou desnecessárias as novas provas. Um habeas corpus que tentava anular a decisão de primeira instância também foi negado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

Julgamento adiado

 

Em fevereiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu o julgamento de Arruda que estava previsto para ocorrer no TJ-DF.

O ex-governador buscava rever a sentença de 3 anos e 10 meses no "Escândalo dos Panetones", um dos episódios da Caixa de Pandora.

Esta é a única condenação criminal de Arruda até agora.

Segundo a sentença, o político forjou quatro recibos em 2009, com valor total de R$ 90 mil, para justificar doações ilegais recebidas de Durval Barbosa – ex-secretário de Relações Institucionais do GDF, e delator do esquema conhecido como mensalão do DEM.

Na época, Arruda disse que o dinheiro passado por Barbosa serviria para comprar panetones para famílias carentes.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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