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DENÚNCIA: Quase metade das viaturas da Polícia Civil pode ficar parada por falta de manutenção, alerta Sinpol

O serviço de manutenção de viaturas da da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) está parado desde a última quinta, 19, quando venceu o contrato com a empresa que realizava esse tipo de serviço, segundo denúncia do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF).

 

Desde então, dezenas de veículos se acumulam na Divisão de Transporte (Ditran), sem qualquer previsão de retorno às delegacias e demais unidades.

 

No local, até aquela data, 18 mecânicos terceirizados ficavam à disposição da Polícia Civil para consertar as viaturas.

 

A situação é grave e preocupante porque, segundo o Sinpol-DF, 40% da frota atual - que, no total, soma 1.300 veículos - tem mais de dez anos de uso e, por isso, precisam passar por reparos constantemente.

Não há qualquer previsão, até agora, de um novo contrato para esse serviço.

 

Em algumas unidades, o trabalho, que já era prejudicado pela frota envelhecida, está comprometido. Um exemplo é a 13º Delegacia de Polícia (DP), localizada em Sobradinho I.

 

Os dois camburões utilizados pelos policiais civis do plantão estão parados por causa de problemas mecânicos e, sem manutenção, não se sabe quando eles voltarão a ser utilizados.

 

Assim, não há como fazer o transporte de presos e nem como os policiais realizarem qualquer trabalho em áreas mais remotas, como a zona rural daquela cidade.

 

"Sem manutenção, quase metade da frota pode ficar parada. É mais um episódio que ilustra o sucateamento ao qual a PCDF foi submetida no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB)", denuncia Rodrigo Franco, presidente do Sinpol-DF. 

 

Segundo o dirigente, a corporação já vem, há anos, sofrendo com as constantes perdas de recursos, mesmo com o Fundo Constitucional sendo reajustado anualmente.

Recentemente, uma licitação para a compra de 200 novos veículos para a PCDF foi suspensa pelo governador. 

 

No ano passado, contudo, foram adquiridas 145 viaturas para a PMDF, cada uma custando R$ 110 mil. "À época, a recomendação era de que os veículos ficassem parados em alguns pontos da capital a fim de criar uma 'sensação de segurança' - até aqui, a única política adotada pelo governador para a Segurança Pública da capital do país", afirma Franco. 

 

Para o presidente do Sinpol, a falta de priorização, por parte da gestão Rolemberg, na Polícia Investigativa (PCDF) tem se refletido no aumento da sensação de insegurança sentido pela população. "A falta de gestão e comando da direção da PCDF, conivente com o atual Governo, também gera graves reflexos à sociedade, tais como a não contratação de serviços de manutenção, a falta de contratação de novos policiais e todo o sucateamento pela qual vem passando a Polícia Civil da Capital", finaliza.

 

Fonte: *Informações: Assessoria de Imprensa Sinpol-DF - Coletivo Conversa

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