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MERCADO DO SEXO: Procura em queda devido à crise que atingiu "clientes"

Profissionais do sexo reclamam da baixa procura por parte do 'entretenimento adulto', mas também as casas especializadas

Com 24 anos de idade e nove de profissão, Thalita* atende profissionalmente homens em busca de sexo.

 

A profissional, que é travesti, conta que desde o início do ano passado, os clientes que costumavam sair três vezes no mês estão saindo apenas uma. “Já saí com clientes que pagavam R$ 3 mil para passar a noite, mas hoje é raridade isso acontecer. Agora é bem difícil tirar R$ 2 mil por semana”, explica.


Sandra* tem 43 anos de idade e sete como garota de programa. Ela destaca que a procura por parte dos clientes caiu durante o período de crise. “O movimento diminuiu bastante, principalmente depois de 2014. Hoje em dia tenho que fazer até promoções e descontos”, diz.

Ao contrário das garotas, o estudante de direito e garoto de programa de 27 anos, Pedro*, afirma que não teve um afastamento de clientes, pelo fato de alguns serem fixos. “Geralmente trabalho aos sábados e domingos, nesses dois dias dá para tirar de 1,8 mil a 2 mil”, relata. O estudante também explica que os programas são para complementar a renda e que tem outro emprego.


Os problemas não ficam restritos aos que fazem programa, uma boate especializada em entretenimento adulto, situada na Estrada Parque Núcleo Bandeirante, também reclama da ausência de clientes. O dono do clube, Gustavo*, fala que foi preciso investir em novas ideias.

 

“Tive que reinventar a boate, realizar promoções e descontos. Os produtos sobem de preço mas não posso subir os da casa, tive uma queda de público de 50%”, reclama o empresário.


A Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), que conta com 3,2 mil associadas, relatou que houve uma queda no setor   e que a redução de preço e a fidelização do cliente foram saídas do aperto financeiro encontradas pelas profissionais.

 

“Como todo mercado, este também está em crise. Incentivar a procura com promoções e descontos é o que as meninas estão fazendo”, relata a coordenadora geral da associação, Cida Veira. O Distrito Federal não tem nenhuma instituição do tipo no ramo.

*Os personagens que não quiseram se identificar, tiveram seus nomes alterados.

 

Fonte: *Alô - Clipping

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