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ALERTA VERMELHO NO AR DE BRASÍLIA: Umidade chega à metade da registrada no deserto do Saara

Umidade do ar atingirá 10% nesta segunda-feira (13). Estado de 'grande perigo' vale das 12h às 18h.

A estação da seca em Brasília registrou novos recordes. Um dia após enfrentar um índice de 10% de umidade relativa do ar, a capital amanheceu em "estado de emergência" nesta segunda-feira (13).

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMet) emitiu "alerta vermelho" para a segunda, indicando que a umidade atingirá os mesmos 10% de domingo, quando chegou ao mínimo do ano – com a diferença de que, desta vez, a seca extrema será sentida em mais locais do Distrito Federal a partir do meio-dia.

Sol forte sobre o Distrito Federal, em imagem de 2015 (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)

Esse índice de umidade é inferior ao registrado, por exemplo, em Sebha – cidade localizada na Líbia, no sudoeste do deserto do Saara, um dos locais mais áridos do mundo.

Os radares meteorológicos marcaram 21% na região africana nesta segunda, com temperatura de 36ºC.


Outros locais do deserto do Saara também apontaram umidades mais altas que o Distrito Federal nesta segunda: Laayoune, no Saara Ocidental, ficou com 44%; Cairo, no Egito, com 29%.

Por causa do índice brasiliense, o INMet emitiu alerta vermelho – que corresponde a "grande perigo". A medida é válida das 12h às 18h e também abrange municípios de Goiás e Mato Grosso.

Segundo o meteorologista do INMet, Mamedes Melo, o alerta deve permanecer somente nesta segunda. O órgão prevê que, a partir desta terça-feira (13), a umidade vai voltar a variar entre 15% e 20% – voltando a colocar o DF "apenas" em estado de alerta.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) entende como "ideal" uma medição de 60%.

Além da baixa umidade, o morador de Brasília lidará ainda com grandes variações entre as temperaturas mínima e máxima nesta segunda – de 9ºC e 32ºC, respectivamente.

Para terça, a previsão é de 10ºC nas primeiras horas da manhã e de 32ºC à tarde.


 

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A Grande Brasília está em alerta vermelho, que indica grande risco de incêndios florestais e à saúde, com aparecimento de doenças pulmonares e incidência de dores de cabeça.

Nesta faixa, o INMet traça as seguintes recomendações:

  • Beba bastante líquido;
  • Atividades físicas são nocivas em tal tempo seco;
  • Evite exposição ao sol nas horas mais quentes do dia;
  • Use hidratante para pele e umidifique o ambiente;
  • Evite bebidas diuréticas (café e álcool).
  • O alerta indica que é preciso mudar radicalmente a rotina de escolas, centros de saúde e dos profissionais que trabalham a céu aberto. O Inmet cita "grande probabilidade de ocorrência de grandes danos e acidentes, com riscos para a integridade física ou mesmo à vida humana".

    Em estado de emergência, a Defesa Civil sugere os seguintes passos:

     

    • Para escolas, é recomendada a suspensão da prática de atividades físicas, mesmo não sendo ao ar livre.
    • É recomendado aumentar a ingestão diária de líquidos (água, água de coco) independentemente se há sede ou não (beber pelo menos seis copos de água de tamanho médio).
    • Evitar os banhos prolongados com água quente e o uso excessivo de sabonete, para não eliminar totalmente a oleosidade natural da pele.
    • Pingar duas gotas de soro fisiológico em cada narina, pelo menos 6 vezes ao dia. O procedimento evita o ressecamento nasal, diminuindo a ocorrência de sangramento.
    • Evitar o uso de aparelhos de ar-condicionado, pois eles retiram ainda mais a umidade do ambiente.
    • Usar roupas leves e claras, e se possível de algodão.
    • Fazer refeições leves, incluindo frutas e verduras sempre que possível.
    • Suspender exercícios físicos e atividades que atinjam grande esforço no período das 10h às 17h, ao ar livre. Neste período, a insolação e evaporação atingem os índices máximos.
    • Usar protetor solar, creme hidratante ou óleo vegetal em abundância para evitar o ressecamento da pele.
    • Optar pelo uso de sombrinha ou guarda-chuva no período mais quente.
    • Sempre que possível, permanecer em locais protegidos do sol em áreas com vegetação.
    • Recomendar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em ambientes fechados, entre 10 e 17 horas.
    • Usar umidificador, ou colocar toalhas molhadas e bacias com água nos quartos durante todo o dia. Isso ajuda a manter o ambiente úmido.
    • As crianças e os idosos são os que mais sofrem com a baixa umidade, pois as crianças estão com o organismo em formação, enquanto que os idosos são mais sensíveis a mudanças bruscas de ambiente. No entanto, o mal-estar causado pela baixa umidade pode ocorrer com pessoas de qualquer faixa etária.

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    E a chuva?

     

    Na semana passada, uma chuva repentina e fora de época – a chamada "chuva do caju" – trouxe um pouco de alívio à capital federal. Houve registro até de granizo e trovoada em regiões como Águas Claras e Vicente Pires.

  • As nuvens interromperam uma sequência de 81 dias sem chuva registrada na Grande Brasília, mas não indicaram nenhuma mudança na temporada de estiagem. De acordo com o INMet, o clima nublado só voltará "de vez" quando chegar a estação das águas, no fim de setembro.

    Nesta segunda-feira (13), o reservatório do Descoberto – o principal da cidade – chegou a 79,8% do volume útil de água. No mesmo período do ano passado, a marca era de 35%.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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