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CRISE HUMANITÁRIA: Profissionais da saúde deixam Brasília para atender venezuelanos em Roraima

Voluntários embarcaram em avião da FAB. Grupo vai promover ações médico-humanitárias em abrigos de Boa Vista e Pacaraima.

Profissionais da saúde de hospitais universitários de todo o país saíram da Base Aérea de Brasília, na manhã deste domingo (26), em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino a Roraima.

Os 36 funcionários da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), empresa pública vinculada ao Ministério da Educação, vão promover ações médico-humanitárias em nove abrigos de acolhimento aos imigrantes venezuelanos durante uma semana.


Os voluntários vão atuar em Boa Vista e Pacaraima – principal porta de entrada para os moradores do país vizinho.

Em 19 de agosto deste ano, 1,2 mil refugiados venezuelanos foram expulsos de Pacaraima sob um violento protesto de moradores.

O governo federal diz que, entre 2017 e junho deste ano, quase 128 mil venezuelanos entraram no Brasil pela cidade.

 

Mais da metade deles, porém, já deixou o país: 31,5 mil, voltou para a Venezuela pelo mesmo caminho, e os outros 37,4 mil saíram de avião ou por outras fronteiras terrestres.

Médicos embarcam em avião da Força Aérea Brasileira; grupo fará ações médico-humanitárias em abrigos de acolhimento aos imigrantes venezuelanos em Roraima (Foto: TV Globo/Reprodução )

Médicos embarcam em avião da Força Aérea Brasileira; grupo fará ações médico-humanitárias em abrigos de acolhimento aos imigrantes venezuelanos em Roraima 

Segundo o vice-presidente da Rede Ebserh, Arnaldo Medeiros, médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde vão oferecer, nos abrigos, atendimento em especialidades como ginecologia, obstetrícia, pediatria, infectologia e oftalmologia.

O foco será a prevenção de doenças.

“Nossa empresa, anualmente, faz um trabalho médico-humanitário. Avaliando a necessidade dos refugiados venezuelanos em Roraima, decidimos que a nossa ação de 2018 seria junto com eles”, disse Medeiros.

Fronteiras abertas

Neste sábado, o presidente da República, Michel Temer, voltou a dizer que fechar a fronteira brasileira para os venezuelanos é “incogitável”.

 

 

“Vez ou outra há uma ou outra sugestão, sugestão até pleiteada judicialmente, no sentido de fechar as nossas fronteiras. Eu, desde o primeiro momento, disse que é incogitável e inegociável essa matéria. Não temos como fechar fronteira do nosso país sob pena de praticar um ato desumano em relação aqueles que vem procurar abrigo no nosso país”, afirmou.

Fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima (RR) (Foto: Alan Chaves/G1 RR)

Fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima 

Segundo Temer, o governo federal liberou mais de R$ 200 milhões em ações na região. “No caso da saúde, por exemplo, foram repassados R$ 187 milhões, apenas na área da saúde”, disse.

Na quarta-feira (22), o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sergio Etchegoyen, afirmou que não há motivo para o governo federal enviar agora mais recursos para Roraima.

No mesmo dia, a governadora do estado, Suely Campos, enviou um ofício à Presidência pedindo, entre outros pontos, ressarcimento de R$ 184 milhões por gastos com imigrantes venezuelanos.

Imigrantes venezuelanos fazem fila para apresentar passaporte e entrar no Brasil (Foto: Reuters/Nacho Doce)

Imigrantes venezuelanos fazem fila para apresentar passaporte e entrar no Brasil 

A crise

 

Roraima é a principal porta de entrada dos venezuelanos no Brasil. A população tem deixado o país diante da grave crise econômica, política e social, com inflação alta e desabastecimento de produtos.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 2,3 milhões de venezuelanos deixaram o país em dois anos. A título de comparação, 1,8 milhão de migrantes entraram em toda a União Europeia em quatro anos.

Mapa mostra para onde vão os imigrantes venezuelanos (Foto: Infografia: Alexandre Mauro)

Mapa mostra para onde vão os imigrantes venezuelanos 

A faceta mais dramática recente é que o perfil social dos migrantes mudou nos últimos meses. “Antes, eram pessoas com diplomas superiores que chegavam”, explica Giovanna Tipan, responsável pela circulação na ponte de Rumichaca, que liga Colômbia e Equador.

“Além disso, eles tinham um pouco de dinheiro para se instalar. Era mais fácil para eles encontrar trabalho e se integrar. Agora, é diferente. As pessoas deixam uma situação extremamente precária. E sabemos que ela vai piorar no país de chegada, onde quer que seja”, diz.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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