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DÍVIDAS COM O BURITI: GDF coloca a venda débitos dos contribuintes com o governo

O processo deve render, em 2016, no mínimo, R$ 300 milhões aos cofres públicos, e a dívida ativa do HDF é de cerca de R$ 16 bilhões.


GDF coloca a venda débitos dos contribuintes com o governo



 

O governo do Distrito Federal publicou, nesta sexta-feia (4),  nos jornais de grande circulação da cidade a carta-convite para que instituições financeiras apresentem propostas de compra de passivos (dívidas com o GDF), reconhecidos por inadimplentes e que começaram a ser pagos em forma de parcelamentos.  


Venda

O processo deve render, em 2016, no mínimo, R$ 300 milhões aos cofres públicos, e a dívida ativa do GDF é de cerca de R$ 16 bilhões.

 

A medida passou pelo crivo dos deputados distritais em 9 de junho de 2015, mas, em função da terceira etapa do Programa de Incentivo à Regularização Fiscal (Refis), o Governo do Distrito Federal optou por adiar o início do processo para este ano. 

GDF coloca a venda débitos dos contribuintes com o governo | Foto: Sheyla Leal/Obritonews/Fato Online width=

 

 

Se a securitização fosse feita no ano passado, uma instituição financeira poderia assumir parcelamentos de um contribuinte em débito com o Executivo local e a pessoa poderia depois negociar por meio do Refis, o que traria instabilidade na hora de calcular a carteira de crédito e, consequentemente, incerteza ao investidor. 


Vantagens

A securitização da dívida é vantajosa para o governo pelo fato de poder receber o valor integral das dívidas. Os lucros de quem assumir a responsabilidade dos débitos são os juros, os rendimentos e as taxas provenientes dos financiamentos.

 

Pelas previsões do Executivo, o processo deve ser concluído em meados deste ano.Todas as transações relacionadas à venda de carteiras de créditos serão feitas pela GDF Gestão de Ativos AS, empresa pública constituída no fim de 2015 exclusivamente para gerir essas operações. O governo do DF, por meio da Secretaria de Fazenda, detém 99% do capital da empresa, e o Banco de Brasília (BRB), 1%.

 

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